Disfunção erétil: o que o Doppler revela e quem pode se beneficiar das ondas de choque
A disfunção erétil não é uma doença de causa única.
Alterações vasculares, hormonais e neurológicas, determinados medicamentos e fatores psicológicos podem estar por trás da dificuldade de obter ou manter uma ereção.
Por isso, antes de discutir tratamentos, é preciso entender qual mecanismo está predominando naquele paciente.
Quando existe suspeita de comprometimento vascular, o ultrassom Doppler peniano dinâmico pode trazer informações importantes.
O exame permite avaliar de forma objetiva a hemodinâmica do pênis durante a ereção, observando tanto a chegada do sangue pelas artérias quanto sua manutenção nos corpos cavernosos.
Com isso, ajuda a diferenciar a disfunção erétil de origem arterial, a chamada disfunção veno-oclusiva, em que há dificuldade de manter o sangue no pênis, e os quadros mistos ou não vasculares.
Não é um exame indicado rotineiramente para todos os homens com disfunção erétil, mas pode ser bastante útil em casos selecionados.
O Doppler também pode identificar alterações anatômicas associadas, como placas da doença de Peyronie, fibrose e variações vasculares.
Essas informações ajudam a orientar a escolha do tratamento, que pode envolver medicamentos, injeções intracavernosas e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos.
A identificação de uma disfunção erétil de origem arterial pode ainda indicar a necessidade de uma avaliação cardiovascular mais ampla, já que alterações vasculares responsáveis pela dificuldade de ereção podem estar associadas à aterosclerose sistêmica.
Essa investigação se tornou ainda mais relevante com o avanço da terapia de ondas de choque de baixa intensidade, conhecida como LiSWT ou LI-ESWT.
O tratamento vem sendo estudado principalmente na disfunção erétil vasculogênica e hoje temos diferentes ensaios clínicos e metanálises mostrando resultados favoráveis.
A pergunta, portanto, não deveria ser simplesmente se as ondas de choque funcionam.
A questão mais importante é: para quais pacientes elas funcionam melhor? O que mostram os estudos Um dos ensaios clínicos mais consistentes foi publicado no The Journal of Urology em 2022.
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