Embaixadora defende voos diretos entre Brasil e Guiana para ampliar negócios
A embaixadora brasileira na Guiana, Maria Cristina de Castro Martins (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A embaixadora do Brasil na Guiana, Maria Cristina de Castro Martins, defendeu a criação de voos diretos entre os dois países para fortalecer o comércio, impulsionar o turismo e ampliar a integração econômica.
Segundo ela, a distância e a falta de conexões aéreas dificultam o contato entre empresários dos países vizinhos.
“Dois países vizinhos não deveriam exigir que seus empresários viajassem por centros distantes apenas para se encontrarem”, afirmou Martins.
Ela acrescentou que o Brasil está disposto a trabalhar com companhias aéreas guianenses para viabilizar as ligações.
A declaração ocorre enquanto o Governo de Roraima articula com a Gol Linhas Aéreas a implantação de voos diretos entre Boa Vista e Georgetown , ainda em 2026.
Conforme publicou a Folha BV , a proposta inclui a possibilidade de iniciar a rota em São Paulo, onde há empresas que prestam serviços ao setor petrolífero na capital guianense.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Martins também destacou o crescimento das relações comerciais.
Entre 2023 e 2025, o comércio bilateral superou 1 bilhão de dólares americanos por ano (o equivalente a R$ 5,02 bilhões).
Nos primeiros oito meses de 2026, movimentou cerca de 800 milhões de dólares (ou R$ 4,016 bilhões), alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar dos resultados, a embaixadora defendeu a diversificação das trocas comerciais, especialmente nos setores agrícola e agroindustrial.
Ela ressaltou que o Brasil tem experiência que pode contribuir para os planos da Guiana de ampliar a produção e se tornar um centro regional de distribuição de alimentos.
Além das conexões aéreas, Martins citou a construção da estrada entre Linden e Lethem, na Guiana, como um avanço para a integração regional.
Para ela, a fronteira terrestre deve funcionar como um elo econômico, facilitando o comércio, o turismo e o deslocamento de famílias.
A embaixadora ponderou, porém, que a infraestrutura rodoviária, sozinha, não garante uma integração efetiva.
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