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Al Qaeda segue convivendo com o Talibã no Afeganistão 25 anos após o 11/9

Folha de S.Paulo ·
Al Qaeda segue convivendo com o Talibã no Afeganistão 25 anos após o 11/9

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Há vinte e cinco anos, Osama bin Laden liderou o planejamento dos ataques da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001 a partir de um reduto do Talibã no Afeganistão , onde vivia como hóspede do grupo. Agora, o Talibã voltou a governar o Afeganistão e tenta mostrar ao mundo uma imagem mais moderna.

Apesar dessa fachada, o Talibã não mudou sua ideologia, e grupos armados —entre eles dezenas de integrantes da Al Qaeda — permanecem no Afeganistão. Muitas das condições que possibilitaram os ataques de 11 de setembro de 2001 continuam presentes.

O Talibã resistiu à guerra travada pelos Estados Unidos para derrubá-lo e agora governa 45 milhões de afegãos. Seus integrantes usam os telefones iPhone mais recentes para entrar em contato com diplomatas europeus e americanos.

Viajam para o golfo Pérsico e para a Turquia e promovem o comércio com o Uzbequistão e a Índia . Seus combatentes agora patrulham as cidades afegãs, alguns usando equipamentos militares abandonados por Washington.

E, quando autoridades talibãs recebem visitantes estrangeiros em seus escritórios ornamentados na capital Cabul , insistem que desejam manter relações pacíficas com o mundo. Reiteram os compromissos assumidos em 2020, durante as negociações de paz com a Casa Branca , de não permitir que outro grande ataque seja gestado em solo afegão.

"Consideramos encerrado o capítulo da guerra", disse o ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, em entrevista recente em Cabul.

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Mas a Casa Branca, a União Europeia e a maioria dos demais governos ainda não estão dispostos a confiar neles.

As promessas do Talibã sobre segurança são semelhantes às feitas pelo mulá Mohammad Omar , então líder do grupo, meses antes do 11 de Setembro, quando disse a um jornalista que Bin Laden "não atua contra ninguém a partir do território do Afeganistão".

A Al Qaeda e outros grupos terroristas permanecem no Afeganistão, embora não tenham um líder tão poderoso quanto Bin Laden nem exerçam sobre o Talibã a influência de antes.

Há uma preocupante lacuna de inteligência. Autoridades de segurança e diplomatas reconhecem que não têm um panorama completo do que ocorre dentro de Cabul. O país voltou a se tornar uma sala escura onde, alertam eles, novas ameaças podem surgir sem serem percebidas.

Em conversas, os afegãos costumam descrever a vida em seu país pelo que ela deixou de ser: uma vida em guerra. As estradas são seguras. Acordos de mineração são bem-vindos. O som de tiros é menos frequente.

Os civis já não correm constantemente o risco de morrer em ataques de drones ou em meio a tiroteios, embora persista a ameaça de artefatos não detonados. Cabul recebeu novos recursos e novos restaurantes que imitam o brilho de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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