Os “animais aterrorizantes” do halloween ajudam no equilíbrio da biodiversidade
Morcegos, corvos, corujas e aranhas povoam o imaginário do Halloween, festa popularizada nos Estados Unidos e cada vez mais presente no Brasil.
Associados ao mistério e ao medo, esses animais têm representantes ou espécies semelhantes na fauna brasileira.
Fora das fantasias e das histórias de terror, eles desempenham funções essenciais para o equilíbrio da natureza e precisam ser conservados.
Corujas ajudam a regular populações de roedores, enquanto aranhas atuam no controle de insetos como moscas e mosquitos.
Os morcegos exercem funções importantes, como a polinização e dispersão de sementes.
Já o urutau, outra ave de hábitos noturnos, conhecida como “mãe-da-lua” e “ave-fantasma”, alimenta-se principalmente de insetos capturados durante o voo.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná “Na natureza, não existem ‘animais do mau’ ou ‘animais do bem’; cada espécie cumpre uma função ecológica vital”, explica a bióloga Karynna Tolentino, especialista em Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Aliados da noite Associados a cavernas, noites escuras e vampiros, os morcegos têm hábitos e dietas muito mais diversos do que essa fama sugere.
O Brasil abriga 188 (12%) das cerca de 1.500 espécies globais e somente três delas se alimentam de sangue.
A maioria das espécies consome frutos, néctar, insetos e até pequenos vertebrados.
Entre as curiosidades está o morcego-sem-rabo-brasileiro (Tadarida brasiliensis), apontado como capaz de atingir velocidades de até 160 quilômetros por hora em voo horizontal, o que o coloca entre os animais voadores mais rápidos existentes.
Aves noturnas cercadas por mistério Assim como os corvos são associados à morte em algumas tradições, a suindara (Tyto furcata) carrega essa fama na cultura popular brasileira.
Também conhecida como coruja-da-igreja e coruja-das-torres, ela ainda recebe o nome de rasga-mortalha porque seu grito lembra o som de um tecido sendo rasgado.
A referência à mortalha, pano usado para envolver os mortos, reforça a crença de que sua presença anuncia uma morte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.