Flávio descumpre promessa de mostrar prestação de contas de Dark Horse
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), não deverá fazer a prestação de contas do filme “Dark Horse”.
A justificativa, segundo interlocutores do candidato, é que ele não tem acesso a todos os dados necessários para fazer a prestação de contas, já que o filme é feito pela produtora Go Up Entertainment, de propriedade de Karina Ferreira da Gama.O filho de Jair Bolsonaro havia sinalizado na sequência da divulgação de um áudio em maio, no qual ele pede recursos para o banqueiro Daniel Vorcaro, que seriam destinados ao filme.De acordo com a CNN, nos bastidores, a campanha de Flávio admite que o candidato errou ao se precipitar em anunciar uma prestação de contas pública sem que fosse possível ter acesso aos dados.
E que o candidato não tem ligação direta com a administração dos recursos e que uma eventual publicidade dos dados depende apenas da produtora.Integrantes da campanha dizem ainda que a responsabilidade pela prestação de contas é e sempre foi da produtora, já que o contrato para a execução do filme foi feito por ela.SuspeitasO documento apresentado em junho, anexado ao inquérito, aponta que o filme custou R$ 75 milhões, dos quais R$ 54 milhões foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil.
Não há, porém, recibos nem notas fiscais dos gastos, nem detalhamento, como, por exemplo, do cachê dos artistas.A Polícia Federal suspeita que os recursos possam ter sido destinados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o dinheiro dado por Vorcaro passou pela conta do advogado do ex-deputado.
Leia Também: INVESTIGAÇÃO Dark Horse: PF deve abrir 3 inquéritos para apurar irregularidades POLÍTICA Dark Horse: Moraes envia pedido para que Jair e Flávio Bolsonaro sejam investigados POLÍTICA Filme Dark Horse: perícia revela custo milionário e origem de recursos Repasse de dadosNesta segunda-feira, 24, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de provas colhidas pela Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal.O material refere-se a investigações contra a produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme “Dark Horse”, obra focada na trajetória de Jair Bolsonaro.A determinação atende à solicitação da PF, que pretende incorporar os documentos ao inquérito que apura se recursos públicos procedentes de emendas parlamentares foram desviados para financiar o longa-metragem.
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