América-MG sofre transfer ban preventivo com base em fair play financeiro; entenda decisão
América-MG 0 x 2 São Bernardo | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileiro Série B Virtualmente rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro, o América-MG foi comunicado pela CBF da aplicação de um transfer ban preventivo e parcial, nessa quarta-feira.
A decisão se enquadra dentro do fair play financeiro, divulgado no ano passado.
Veja mais notícias do América-MG O bloqueio não é absoluto.
Ele não impede o clube mineiro de contratar; mas condiciona cada negociação a uma autorização prévia da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão independente criado para fiscalizar e aplicar as regras do fair play financeiro no futebol brasileiro.
A cada contratação a ser registrada, o América-MG terá de apresentar um pedido à Agência, que emitirá um parecer técnico.
A liberação depende de duas situações: o valor gasto com taxas de transferência e comissões de intermediação deverá ser inferior ou igual ao valor total líquido arrecadado com as transferências de seus atletas a outros clubes no mesmo período.
O valor mensal dos benefícios com Pessoas Relevantes (atletas, técnico e membros da comissão técnica do profissional masculino) não poderá exceder a média apurada nos seis meses imediatamente anteriores à data de ocorrência do Evento de Insolvência, sendo vedado qualquer aumento sobre essa média histórica durante a vigência desta medida.
O ge procurou o América-MG, mas o clube ainda não se pronunciou.
Assim que houver posicionamento, a matéria será atualizada.
Bandeira do América-MG Gilson Lobo/AGIF Por que o América recebeu a punição? Em 14 de agosto, o América-MG apresentou um plano de pagamento aos credores à CNRD.
Segundo o regulamento da ANSREF, a partir do seu artigo 80, a ação configura "Evento de Insolvência" e obriga a aplicação de medidas previstas no artigo 81.
Assim, a Agência comunicou à CBF sobre o pedido e determinou o bloqueio preventivo de registro de novos atletas profissionais.
O América foi formalmente informado e convidado a negociar o Acordo de Reestruturação com a ANRESF, conforme previsto no regulamento.
Segundo o comunicado da agência regulamentadora, cada nova contratação mexe nas duas contas ao mesmo tempo: consome caixa em taxas e comissões e acrescenta salários à folha.
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