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Integrante da Torcida Organizada do Bahia sugeriu apagar mensagens para evitar denúncia sobre sessões de tortura em Salvador

G1 ·
Integrante da Torcida Organizada do Bahia sugeriu apagar mensagens para evitar denúncia sobre sessões de tortura em Salvador

Presidente da Bamor convoca integrantes e diretores para tortura de vítima Um integrante da Bamor, maior torcida organizada do Bahia, sugeriu apagar conversas de um grupo de WhatsApp para evitar que mensagens fossem utilizadas como provas após sessões de tortura que teriam sido realizadas na sede da entidade, em Salvador.

A orientação foi identificada em um relatório do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investiga a participação de membros da diretoria nos crimes.

“Melhor apagar tudo essas por aí, viu? Essas paradas aí porque, querendo ou não, vai que essa desgraça denuncia aí, sei lá. […] Inclusive apagar esse grupo aqui as conversa”, afirmou o integrante em uma mensagem de áudio. 'Só me arrependi de não bater mais': integrantes da Bamor comentaram agressões e discutiram uso de faca O diálogo foi encontrado em um celular apreendido durante a Operação Inquisição, realizada em 28 de setembro, que resultou na prisão de 10 pessoas, entre elas o presidente da torcida, Matheus Pires Castro, e o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo as investigações, dois homens foram submetidos a sessões de tortura física e psicológica na sede da Bamor, no bairro de Nazaré, nos dias 17 e 18 de julho deste ano.

Em 2 de outubro, o MP-BA denunciou os 10 por crimes como organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.

As vítimas foram convocadas sob o pretexto de prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o sistema de gestão de associados da entidade.

As agressões teriam durado cerca de quatro horas em cada episódio.

O relatório do MP-BA, obtido pelo g1 e pela TV Bahia, mostra que os investigados não apenas discutiram a possibilidade de excluir registros das conversas, como também demonstraram preocupação com a identificação dos responsáveis pelas agressões.

As mensagens foram trocadas no grupo “Diretoria Bamor”, composto por 19 participantes, após dois homens serem submetidos a sessões de tortura física e psicológica.

A sugestão de apagar as mensagens partiu de um interlocutor identificado como “Kakaroto Drt”, apelido associado a Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing da Bamor e um dos denunciados pelo MP-BA.

Na gravação, Ricardo demonstrou receio de que a vítima denunciasse o ocorrido e sugeriu a exclusão dos registros, incluindo o histórico do próprio grupo de WhatsApp.

A preocupação, no entanto, não foi compartilhada por todos os participantes da conversa.

O integrante identificado como Daniel, diretor da sede da Bamor, respondeu que não havia motivo para temer a existência de provas.

Na mesma mensagem, ele admitiu que a vítima havia sido agredida pelo grupo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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