Mais de 50 contas ligadas a golpe de R$ 37 milhões são bloqueadas para tentar ressarcir idosa que foi vítima
Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe do falso investimento no RS O Poder Judiciário gaúcho decretou o bloqueio de pelo menos 54 contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema de falsos investimentos que fez uma mulher de 70 anos perder R$ 37 milhões.
Segundo a Polícia Civil, a expectativa é que os valores encontrados sejam suficientes para ressarcir a vítima.
A informação foi detalhada pelo chefe do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira.
O caso é investigado na Operação Criptoabate, que apura crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A vítima transferiu o patrimônio ao longo de seis meses, acreditando que investia em uma plataforma com rendimentos acima da média do mercado.
De acordo com o delegado, ela só percebeu o golpe quando tentou sacar o dinheiro e passou a receber novos pedidos de pagamento.
"Ela passou meses fazendo transferências, acreditando que estava tendo lucratividade nessa plataforma.
Ela fez diversos aportes, ela enxergava rendimentos acima da média do mercado.
E aí, quando ela tentou fazer o saque final, pedir o saque para essa financeira, ela teve o dinheiro bloqueado, até que ela se deu conta que tinha caído num golpe", disse o delegado.
Também nesta sexta (14), um dos alvos da operação foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em uma ação da Polícia Civil com apoio da Polícia Federal.
O homem mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e, segundo a investigação, era dono de uma das instituições financeiras usadas no esquema.
Segundo a Polícia Civil, o grupo precisava de apoio no sistema financeiro para ocultar os valores obtidos com as vítimas.
No caso investigado, o dinheiro era convertido de moeda corrente em criptomoeda.
"Todo o esquema de estelionato precisa de um suporte no sistema financeiro para fazer a ocultação desses valores.
Nada adianta o criminoso arrecadar esse montante de dinheiro se ele não tiver como ocultar", disse.
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