Froid questiona fãs de direita: ‘Não dá para escutar um Racionais’
Froid publicou um vídeo nas redes sociais para questionar fãs de direita que acompanham o seu trabalho.
“Galera, essa pergunta vai para meus fãs de direita.
Eu nem sabia que tinha, mas comecei a ver várias páginas e manifestações de pessoas que me seguem e são de direita — muito doido isso”, disse o rapper mineiro.
O ponto central era simples: o que uma pessoa de direita consome culturalmente? “Queria saber, de coração mesmo, como é ser de direita e quais são os artistas de direita de que vocês mais gostam.
Porque, sei lá, não dá para ouvir Racionais ; não dá para ouvir uma parada que fala de política social, desenvolvimento social… e nem reggae, tipo Bob Marley ”, afirmou.
Em seguida, sem aliviar o tom, emendou: “Em vez de ouvir Bob Marley e entender aquela filosofia e aquela magia que bate no coração, vocês escutam palestra do Pablo Marçal ? Aquele mano Nicolas [Ferreira] ? Tipo, o que uma pessoa de direita consome?” Froid faz um questionamento aos seus “fãs” de direita Kkkkkkkkkkkk pic.twitter.com/6dWc24IfEW — QG do Froid (@qgdofroid) September 21, 2026 O posicionamento de Froid não é isolado.
Com as eleições de outubro se aproximando, o rap brasileiro tem se mostrado cada vez mais vocal.
Em 17 de setembro, Xamã apareceu em um vídeo do coletivo 342 Artes, ao lado de Caetano Veloso , Gilberto Gil , Paulinho da Viola , Jota.pê e outros 17 artistas, todos repetindo “Bora, Lula” em uma manifestação pública de apoio à reeleição do presidente.
No campo musical, Rashid chegou antes: lançou CUMULONIMBUS em 11 de agosto — Dia Nacional do Hip-Hop — e transformou o disco em um manifesto sobre os valores que fundaram o rap.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil , afirmou que o rap “entrou num padrão, como se fôssemos artistas pop que fazem rap” — uma crítica direta ao esvaziamento político do gênero.
A pergunta faz ainda mais sentido quando se conhece o disco que a antecede.
Humor Negro — sétimo álbum de Froid , lançado recentemente — é o trabalho mais transparente e pessoal da carreira.
Sem personagens e sem máscaras, o disco investiga as contradições de ser um homem negro bem-sucedido no Brasil e a frustração de sentir que ninguém se importa com as emoções desse grupo quando elas não são convenientes.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil , ele explicou de onde veio essa percepção: “Eu percebi que as pessoas não se importam com o sentimento dos negros, no Brasil principalmente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.