Falta luz na hora da cirurgia e mulher é costurada sem a conclusão do procedimento em Cruzeiro do Sul
Parece história de filme, mas aconteceu com Yolanda Medeiros Andriola, de 50 anos, nesta terça-feira, 1º de setembro, no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Após esperar mais de um ano por uma cirurgia para retirada do útero, refazer exames, ela já estava anestesiada e o procedimento havia sido iniciado quando faltou energia elétrica no local.
Yolanda cita que o médico iniciou o procedimento por via vaginal quando começaram as interrupções no fornecimento de energia.A paciente conta que houve sucessivas quedas e retornos da eletricidade e que também teria sido informada sobre problemas no funcionamento do gerador.“Eu já estava anestesiada e o doutor Júlio já tinha começado o procedimento quando faltou energia. Uma hora ele dizia que o gerador não estava prestando direito. Ligaram o gerador, aí faltou energia de novo, voltou e faltou novamente”, relatou.
Diante da instabilidade, segundo Yolanda, o médico decidiu interromper a cirurgia para não colocar a vida dela em risco. Como o procedimento já havia sido iniciado, foi necessário suturar o local da incisão.“A minha cirurgia era de risco e ele não queria colocar minha vida em risco. Ele só pontuou o corte que fez, que era vaginal. Disse que era para marcar para outra data. Hoje eu tive alta e vim para casa”, contou.
Ela afirma que deixou o hospital sem uma nova data definida para o procedimento e que foi orientada a aguardar contato para uma nova cirurgia.“Eles não marcaram outra data. Só disseram que iam ligar novamente para marcar”, conta ela preocupada com toda a situação.
Sesacre diz que hospital tem gerador e cirurgia foi suspensa por segurança
A coordenadora da Regional de Saúde do Juruá, Tarauacá e Envira, Iglê Monte da Silva, informou ao ac24horas que o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá possui gerador de energia e confirmou que as oscilações no fornecimento levaram à suspensão do procedimento por uma questão de segurança.
Em nota, a Coordenação Regional informou que “o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá possui gerador, mas em decorrência da oscilação e por questão de segurança, o médico responsável decidiu suspender a cirurgia”.
A Sesacre informou ainda que Yolanda será incluída no próximo mapa cirúrgico, previsto para o dia 29 de setembro de 2026.Com isso, depois de esperar mais de um ano, passar novamente pelos exames, ser internada, anestesiada e ter o procedimento iniciado, Yolanda deverá retornar ao centro cirúrgico no fim deste mês para uma nova tentativa de retirada do útero.
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