Mudança de direção nas pesquisas eleitorais modera euforia da bolsa de valores
Depois de uma semana de recordes, o Ibovespa começou esta semana em queda firma, depois de ficar fechado na segunda-feira 12, feriado nacional.
Os principais indicadores do mercado financeiro também acompanharam a piora da perfomance nos pregões desta terça-feira, 13: o dólar voltou a passar dos 5 reais e os juros futuros também subiram .
Por volta das 16h, o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira caía 1%, aos 106 mil pontos, depois de subir 8% na semana anterior, e o dólar subia 0,7%, cotado a 5,02 reais.
Entre as razões para o freio na animação, está a nova leva de pesquisas divulgadas nesta terça-feira apontando para uma margem estreitada entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio aparece com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula , empatados dentro da margem de erro.
Outra pesquisa, do PoderData/Aya, mostrou o candidato do PL com 51% e o petista com 49%, numa redução de seis pontos para apenas dois entre o levantamento anterior, feita cinco dias antes, e o atual, colhido entre 10 e 12 de outubro.
Continua após a publicidade De acordo com analistas, mais do que virar a chave do humor do mercado para um lado mais pessimista, os resultados da pesquisas serviram para acrescentar uma camada de cautela em uma corrida que ainda não está decidida, e, principalmente, para que os investidores realizassem uma rodada de realização dos fartos lucros que acabaram acumulando com a euforia da semana passada.
“A pesquisa do PoderData mostra uma melhora pontual de Lula e é inegável que, nos últimos dias, o PT fez grandes movimentações, atriu muita gente e conseguiu vitórias nas redes sociais”, diz Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing.
“Isso, é claro, acaba sendo precificado pelo mercado.” Continua após a publicidade Ele mencionou o fato de que há outros fatores no radar que atuam para uma visão mais cautelosa para as ações, como indicadores de que a inflação no país pode ficar mais alta ou as forças externas, influenciadas por um mundo onde as taxas de juros de mercado de muitas das principais economias do mundo estão nos maiores níveis em décadas.
Além disso, o próprio fato de os ativos brasileiros terem se valorizado muito nos últimos dias acaba funcionando como uma razão para a pausa.
“Há uma falta de boas notícias no mercado e não tem mais outros atrativos para que as pessoas sigam comprando com os preços no topo”, disse ele.
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