O futebol brasileiro não precisa das bets. As bets precisam do futebol
Durante mais de um século, Flamengo, Corinthians, Santos, São Paulo, Grêmio, Internacional e tantos outros construíram torcidas, títulos, ídolos e patrimônio sem uma casa de apostas estampada no peito.
Agora, uma indústria que chegou ao futebol brasileiro há poucos anos passou a ser apresentada pelos próprios clubes como se fosse uma espécie de órgão vital do esporte.
Na última semana, algumas das maiores instituições do futebol brasileiro publicaram um manifesto com uma frase que merece ser lida com atenção: “O fim do futebol brasileiro”.
A mensagem veio acompanhada de um alerta de que as restrições às apostas poderiam provocar perdas de receitas e investimentos.
Dos 20 clubes da Série A, 13 possuem atualmente contratos de patrocínio máster com empresas de apostas.
Os próprios clubes estimam em aproximadamente R$ 1 bilhão por ano o impacto dessa fonte de receita.
R$ 1 bilhão é muito dinheiro.
Seria irresponsável fingir que não é.
Mas uma coisa é reconhecer o tamanho de uma receita.
Outra, bem diferente, é transformar essa receita em condição para a existência do futebol.
O levantamento financeiro mais recente da EY, uma das maiores empresas globais de auditoria, ajuda a colocar a discussão no lugar.
Os 20 clubes que disputaram a Série A em 2025 registraram R$ 14,9 bilhões em receitas.
Desse total, R$ 4,9 bilhões vieram de direitos de transmissão e premiações, R$ 3,9 bilhões de transferências de jogadores, R$ 1,8 bilhão de receitas relacionadas aos jogos e R$ 3,1 bilhões de receitas comerciais.
Mesmo retirando completamente a venda de atletas da conta, os clubes ainda movimentaram R$ 11 bilhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.