Uma rua em Campo Grande abriu uma dúvida na família Crippa
A placa de uma rua em Campo Grande despertou no jornalista Hugo Zerbato Crippa, de 37 anos, uma curiosidade que o sobrenome, por si só, não responde.
Ele passou a se questionar se há parentesco entre sua família e o padre salesiano João Crippa.
O questionamento voltou à tona por conta da abertura de um inquérito diocesano que vai investigar a trajetória do religioso e avaliar sua possível beatificação.
“Ouvi falar dele pela primeira vez por causa do nome de uma rua na Capital do Estado”, lembra Hugo.
Mais tarde, encontrou uma via com o mesmo nome em Coxim, cidade onde mora atualmente.
A via curta fica perto de um restaurante de lanches que ele costumava frequentar.
A placa despertava seus questionamentos, mas ninguém da família, nem mesmo os parentes mais velhos, sabia explicar quem tinha sido o padre.
Hugo pensou em pesquisar a história da família Crippa e, com a ajuda de uma tia que também tem o sobrenome, organizou um encontro em Alto Paraná (PR), cidade natal da família, para reunir parentes e registrar as memórias familiares.
A reunião ocorreu em 2016, segundo ele, e juntou mais de 100 pessoas, principalmente do Paraná.
Todos foram uniformizados com camiseta que estampava o brasão da família.
“Todo mundo decidiu: ‘Vamos nos reunir então’, porque tem os avós, o pessoal está ficando mais velho, e a gente queria registrar esse encontro”, conta.
A reunião aproximou parentes de diferentes ramos da família, mas não esclareceu a possível ligação com o padre.
Hugo diz que encontrou poucas informações nas buscas feitas na época, inclusive em grupos de redes sociais.
A família também não deu continuidade aos encontros.
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