‘Isso soa como um aviso’, diz mãe de aluna após denúncia de lista de meninas ‘mais estupráveis’ em escola na Bahia
Polícia apura relatos de apologia ao estupro contra alunas “Isso aí soa como um aviso, né? Eles estão avisando o que eles são capazes de fazer”, afirmou Joelma Nascimento, mãe de uma aluna do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, após denúncias de que estudantes teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais estupráveis”.
Segundo Joelma Nascimento, os responsáveis pelos alunos ainda não receberam esclarecimentos sobre o ocorrido.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (8).
Segundo a denúncia, a lista teria sido elaborada por estudantes do 3º ano do Ensino Médio e exposta na parede de uma sala de aula. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região De acordo com apuração da TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, a instituição nega a existência do documento e quatro alunos foram suspensos enquanto os fatos são apurados.
Mãe de aluna denuncia falta de esclarecimentos de escola na BA após denúncia sobre lista de meninas 'mais estupráveis' Reprodução/TV Subaé Joelma disse, em entrevista à TV Subaé, que soube da situação após a divulgação de uma nota da escola.
Ao conversar com a filha, descobriu que um dos estudantes envolvidos nas denúncias seria colega de turma da adolescente.
“Até o momento a escola não se pronunciou com nenhum pai.
A gente não sabe direito o que aconteceu, só mesmo o burburinho, né, que o pessoal está comentando”, afirmou.
A mãe também disse que está preocupada com a segurança dos estudantes.
Para ela, a instituição não tem oferecido o apoio necessário às famílias.
“Mas a escola até o momento tá sendo conivente, não está dando o apoio necessário pra gente poder entender e proteger nossos filhos.
Isso aí soa como um aviso, né? Eles estão avisando o que eles são capazes de fazer”, disse.
Joelma cobrou medidas da direção do colégio e a participação das famílias dos estudantes envolvidos na apuração do caso.
“Eu espero que a escola, ela, ela tome uma atitude, converse com os pais desses garotos também, que os pais também se responsabilizem pelo que eles fizeram e que a gente volte a ter paz, né?”, afirmou.
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