Richarlison provoca Flávio Bolsonaro após eleições: “Ninguém na ilha?”
O atacante Richarlison ironizou a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país nesta terça-feira (27).
Ele lembrou da disputa judicial pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, travada com o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à presidência.
O jogador do Tottenham acusa o ex-senador de se envolver e ter interesse na propriedade.
Com imagens de inteligência artificial, o atleta brincou com a possível retomada da ilha, nomeada pelo próprio de “Ilha do Richarlison”.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Richarlison (@richarlison) Uma das personalidades que comentou a publicação foi Neymar.
Apoiador de Flávio Bolsonaro, o jogador do Santos escreveu que Richarlison deveria ter tomado mais cuidado na compra da ilha.
“Próxima vez lê o contrato seu moleque ”, escreveu.
Neymar comentando no post do Richarlison https://t.co/54SSAc4jyY — calixto (@calixtopancieri) October 27, 2026 Entenda o caso A disputa entre Richarlison e Willer Tomaz envolve uma controversa batalha judicial sobre os direitos de ocupação de um imóvel de luxo e ganhou repercussão nacional por causa da relação de amizade entre o advogado e Flávio Bolsonaro.
Leia Mais PF incluirá caso da ilha de Richarlison em inquérito sobre Flávio e Willer Lula diz que pedirá para PF investigar caso de ilha de Richarlison Richarlison marca pelo sub-21 do Tottenham, mas equipe é eliminada; veja O caso voltou ao centro do debate público em outubro de 2026, depois que Richarlison publicou vídeos nas redes sociais contestando a perda do imóvel e pedindo que a Polícia Federal investigue o episódio, em meio à disputa do segundo turno das eleições.
O jogador afirma ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição e na estrutura da propriedade.
Porém, os direitos de ocupação passaram a ser reconhecidos em favor de uma empresa ligada a Tomaz A origem do conflito remonta a 2020, quando Richarlison e seus sócios negociaram os direitos de ocupação do terreno, realizaram pagamentos a antigos ocupantes e investiram na mansão.
A questão jurídica, porém, é complexa: o terreno pertence à União, de modo que envolve direitos de ocupação e sua regularização perante a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e não simplesmente a compra de uma ilha privada.
Tomaz sustenta que sua empresa, a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., adquiriu legalmente os direitos sobre a área, com base em uma cadeia documental anterior, e que os antigos ocupantes que negociaram com Richarlison não eram os legítimos titulares dos direitos reivindicados.
O ponto mais controverso é a transferência administrativa dos direitos de ocupação para a empresa de Tomaz, em 2022.
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