Origem da pólvora: como a busca pelo elixir da imortalidade na China criou o composto explosivo no século IX
Durante a Dinastia Han , cerca de dois séculos antes de Cristo, alquimistas taoístas iniciaram experimentos com enxofre e salitre.
O objetivo original era audacioso: encontrar o lendário elixir da imortalidade .
As primeiras tentativas geravam reações tão violentas que o alerta foi registrado no tratado “O livro da ligação dos três” .
A obra trazia avisos explícitos sobre os perigos de manipular a mistura altamente inflamável, cuja reação frequentemente incendiava a casa dos próprios praticantes.
No século IX, já durante a Dinastia Tang , a adição de carvão em proporções precisas deu origem ao que os chineses chamaram de “huo yao” ou remédio de fogo.
O elixir da eternidade falhou completamente, mas acabava de nascer a pólvora .
Leia Mais Zelensky diz que é "doloroso" quando Trump escolhe outro lado na guerra Ataque russo mata seis pessoas na Ucrânia, dizem autoridades Putin convoca autoridades russas para discutir cibersegurança Dos rituais sagrados aos campos de batalha Por ser mais controlável que outros compostos da época, o invento serviu inicialmente para espantar maus espíritos em rituais religiosos, além de encantar o público em fogos de artifício e sinalizadores festivos.
Entre os séculos X e XIII, sob a Dinastia Song , a aplicação militar ganhou enorme força.
A substância passou a integrar granadas, catapultas e protótipos de armas de fogo , como tubos de bambu que disparavam pedras, foguetes e canhões primitivos.
Essas primeiras engenhocas bélicas frequentemente utilizavam misturas venenosas compostas por arsênico e mercúrio .
A China iniciava uma verdadeira revolução armamentista que em breve alcançaria outras regiões do globo.
O conhecimento cruzou fronteiras quando os mongóis , após sofrerem repetidos ataques chineses, dominaram e aprimoraram a tecnologia.
O povo nômade utilizou a novidade em suas conquistas pela Pérsia e Índia , espalhando o segredo pelo continente.
A chegada ao Ocidente e a ciência da combustão Em 1254, o embaixador William de Rubruck introduziu a fórmula na Europa.
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