sábado, 19 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Luzes de LED revelaram camadas de solo quase invisíveis num sítio da Idade do Ferro e podem impedir que arqueólogos removam evidências antes de perceber diferenças importantes

O Antagonista ·
Luzes de LED revelaram camadas de solo quase invisíveis num sítio da Idade do Ferro e podem impedir que arqueólogos removam evidências antes de perceber diferenças importantes

Sistema com 16 comprimentos de onda revelou limites e materiais difíceis de distinguir a olho nu em depósitos arqueológicos de Bornholm

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Escavar um sítio arqueológico é um processo irreversível: depois que uma camada de solo é retirada, sua posição original não pode ser reconstruída fisicamente. Pesquisadores dinamarqueses testaram em Sorte Muld uma solução capaz de reduzir esse risco. A imagem multiespectral com LEDs revelou diferenças que quase desapareciam sob luz comum , permitindo identificar limites entre depósitos e materiais antes que a escavação avançasse.

Arqueólogos normalmente distinguem depósitos pelas diferenças de cor, textura, composição e posição. O problema aparece quando séculos de ocupação produzem camadas muito escuras e semelhantes. Um limite de poucos milímetros pode passar despercebido, principalmente quando fatores como umidade alteram temporariamente a aparência do solo.

Sorte Muld, na ilha dinamarquesa de Bornholm, oferece justamente esse desafio. O importante assentamento da Idade do Ferro possui mais de um metro de estratigrafia em algumas áreas, acumulada entre fases pré-romanas e germânicas. Parte desses depósitos forma uma complexa sequência de solos escuros difíceis de separar visualmente.

O sistema LEDMSI fotografa repetidamente a mesma superfície enquanto a ilumina com 16 comprimentos de onda distintos. Eles atravessam o ultravioleta próximo, a região visível e o infravermelho próximo. Materiais aparentemente idênticos podem absorver, refletir ou emitir luz de maneiras diferentes em cada faixa.

Um computador combina posteriormente essas respostas usando técnicas estatísticas, como análise de componentes principais e análise de componentes independentes. O resultado pode transformar diferenças espectrais discretas em contrastes claramente visíveis, sem que seja necessário remover primeiro o depósito investigado.

Este vídeo do Rochester Institute of Technology apresenta aplicações da imagem multiespectral no estudo e preservação do patrimônio cultural.

Durante o teste, os pesquisadores examinaram uma sequência formada por depósitos culturais, cinzas de madeira, carvão e outros materiais. Algumas áreas que pareciam semelhantes numa fotografia convencional se separaram claramente depois do processamento multiespectral.

A técnica também revelou uma mancha adicional que não havia sido reconhecida inicialmente e destacou uma camada escura que pode representar uma antiga superfície enterrada, possivelmente associada a uma interrupção na atividade humana. Essa interpretação ainda precisa ser confirmada arqueologicamente.

Não. O sistema detecta diferenças espectrais, mas não identifica automaticamente a origem de cada depósito. Uma mudança de cor no processamento pode indicar composição distinta sem revelar imediatamente se aquela área contém cinzas, solo alterado, restos orgânicos ou outra combinação de materiais.

O trabalho publicado no Journal of Archaeological Science também mostrou que pequenos fragmentos de osso podiam fluorescer sob determinados comprimentos de onda.

Ler a notícia completa no O Antagonista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

Mais de O Antagonista

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›