Mesmo sob sanções, Rússia diz ter vendido R$ 1,6 tri em combustível à Europa desde 2022
O governo da Rússia declarou nesta segunda-feira, 12, ter arrecadado mais de US$ 320 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão, na cotação atual) com a venda de combustíveis fósseis para nações europeias desde 2022, quando o país de Vladimir Putin invadiu a Ucrânia e tornou-se alvo de sanções econômicas internacionais.
O vice-primeiro-ministro russo da Energia, Alexander Novak , detalhou que o fornecimento à União Europeia alcançou US$ 320,7 bilhões ao longo do conflito.
Segundo ele, apenas nos primeiros nove meses de 2026, as aquisições do bloco somaram US$ 21,3 bilhões (aproximadamente R$ 106,3 bilhões).
Novak acrescentou que o fornecimento prossegue nos setores contemplados por isenções das sanções vigentes.
Ele ressaltou ainda que as exportações russas de petróleo podem retornar aos patamares anteriores ao conflito antes do término do ano.
Apesar das sanções estabelecidas pela União Europeia a partir de fevereiro de 2022, nações como a França continuaram importando hidrocarbonetos russos, principalmente gás natural liquefeito (GNL).
Além disso, países europeus sem litoral, como a Eslováquia e a Hungria , são exceções porque podem adquirir o petróleo russo por meio de oleodutos.
Continua após a publicidade +O que está por trás do acordo entre Trump e Putin anunciado nesta sexta O valor divulgado não contabiliza o volume de petróleo russo que chega à Europa de forma indireta após processamento em países terceiros — como Índia e Turquia , que juntamente com a China ampliaram consideravelmente as compras de petróleo bruto russo a preços baixos, devido às sanções, para revender ao resto do mundo com ágio.
Continua após a publicidade Atritos A divulgação dos números ocorre em meio a atritos diplomáticos recentes.
Após governos europeus criticarem um acordo anunciado na sexta-feira que permite aos Estados Unidos importar diesel russo , o presidente americano Donald Trump rebateu as acusações nesta segunda pela plataforma Truth Social.
Trump declarou que a União Europeia pagou US$ 250 bilhões à Rússia por energia, acusou a mídia de omitir o fato e justificou sua decisão com base na política America First , que coloca os “Estados Unidos em primeiro lugar”.
Continua após a publicidade O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent , denunciou no domingo a “hipocrisia” europeia, afirmando que os países do bloco continuam a financiar Putin enquanto criticam a aquisição de diesel por Washington.
Na mesma linha, Kirill Dmitries , assessor do presidente russo para cooperação econômica internacional, se manifestou no X criticando a “incrível hipocrisia dos burocratas da UE”.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.