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Política

Correios recorrem ao TST para tentar encerrar greve

Poder360 ·

A direção dos Correios entrou com pedido de dissídio coletivo de greve no TST (Tribunal Superior do Trabalho) na 6ª feira (11.set.2026), um dia depois de os trabalhadores da estatal entrarem em greve por tempo indeterminado.

A categoria rejeitou a proposta apresentada pela empresa para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027.

Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), 35 assembleias haviam aprovado a paralisação até o início do movimento.

A federação afirma que a decisão ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), sem acordo.

O principal ponto de divergência é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

Os trabalhadores são contrários à mudança proposta pela empresa na condição dos Correios como mantenedores do plano.

Para a Findect, a alteração pode aumentar o custo para os empregados e colocar em risco a manutenção da assistência médica.

Os Correios afirmam que apresentaram uma proposta que mantém 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e prevê a recomposição integral pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para salários e benefícios.

A empresa também diz que buscou conciliar a preservação dos direitos dos funcionários com a necessidade de recuperar o equilíbrio financeiro da estatal.

No pedido de dissídio coletivo ao TST, a estatal argumenta que a paralisação deve ser encerrada.

Já a Findect orienta os trabalhadores a manterem o movimento e ampliarem a mobilização a partir de 2ª feira (14.set).

R$ 5,6 bilhões de prejuízo A negociação ocorre em meio à piora da situação financeira dos Correios.

A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no 2º trimestre de 2026.

No 1º trimestre, o resultado negativo havia sido de R$ 3,16 bilhões.

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