PT diz haver queda no alcance de posts pró-Lula e vai ao TSE contra Meta
A coligação “Brasil Pronto pra Mais” –formada por PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede– protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma série de representações relacionadas à disputa do 2º turno das eleições de 2026.
Os partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam possíveis irregularidades, entre as quais: suspeita de redução do alcance de publicações favoráveis ao presidente Lula; esquema que, segundo a coligação, remunera usuários com criptomoedas para divulgar propaganda favorável ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro; vídeos editados ou feitos por inteligência artificial; conteúdos considerados desinformativos.
Uma das representações questiona a Meta por uma suspeita de redução ou interrupção do engajamento de publicações favoráveis a Lula ou contrárias a Flávio.
“A iniciativa reúne reclamações que vinham sendo feitas publicamente por diferentes pessoas, que relataram queda ou zeramento das interações em conteúdos com esse perfil político” , diz o PT.
A coligação pede que o TSE determine à empresa tratamento isonômico na distribuição das publicações, sem desfavorecer conteúdos associados ao campo político do presidente.
Para a coligação, uma eventual restrição injustificada de alcance afeta o equilíbrio da disputa e o regular desenvolvimento do 2º turno.
CRIPTOMOEDAS POR PROPAGANDA Na 5ª feira (8.out.2026), a coligação entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio, seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), o empresário Pablo Marçal e os responsáveis pelo token Brasil 22 Token (B22), por suspeita de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo a ação, a campanha adversária estaria ligada a um esquema financeiro para impulsionar propaganda eleitoral e influenciar o 2º turno.
O B22 entrou no ar em 6 de outubro.
De acordo com a representação, o site oferece 30.000 tokens às primeiras 1.000 pessoas que divulgarem o projeto nas redes sociais, remunerando usuários com uma moeda virtual pela disseminação do conteúdo.
Em uma transmissão ao vivo com Nahuel Medina, o idealizador do projeto, Kevim Flores, disse: “A gente vai conseguir com que várias pessoas que votaram no 13 compartilhem em suas redes sociais o B22” .
A coligação afirma que a declaração é indício de que a iniciativa busca mobilizar eleitores de Lula para divulgar material favorável ao número 22.
A ação também menciona o perfil estrangeiro @hyperskidsafrica, que reúne 12,9 milhões de seguidores.
Segundo a representação, o perfil recebeu 120 milhões de tokens e publicou um vídeo de crianças ugandenses usando camisetas do projeto e pedindo votos no 22.
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