Clubes se manifestam contra possível proibição das bets: “Fim do futebol brasileiro”
Clubes do futebol brasileiro se manifestaram nesta quinta-feira contra uma possível proibição das apostas esportivas no Brasil.
Em um posicionamento conjunto, os clubes defenderam o mercado regulamentado e afirmaram que uma mudança abrupta na legislação pode provocar impactos financeiros.
No manifesto, publicado até o momento por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Cruzeiro, os clubes reconhecem os impactos sociais provocados pelo crescimento das apostas esportivas, mas defendem que o setor seja combatido por meio de fiscalização, prevenção, educação e mecanismos de proteção ao consumidor.
As equipes argumentam que o Brasil optou pela regulamentação do mercado, estabelecendo regras para as empresas autorizadas e permitindo ao Estado fiscalizar as operações, cobrar impostos e combater plataformas clandestinas.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Fonte importante de receita Segundo o posicionamento, as empresas de apostas autorizadas se tornaram, nos últimos anos, uma das principais fontes de receita do esporte brasileiro.
Os clubes ressaltam que os investimentos não ficam restritos às equipes de maior expressão e também chegam a times do interior, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.
O dinheiro das apostas, segundo os clubes, também contribui para a manutenção de estruturas administrativas, centros de treinamento, profissionais, projetos sociais e departamentos como futebol feminino e categorias de base.
As quatro equipes afirmam que uma mudança abrupta na regulamentação poderia comprometer contratos já firmados, planejamentos plurianuais e compromissos financeiros estabelecidos dentro do atual marco regulatório.
Temor de avanço das plataformas clandestinas Outro argumento apresentado no documento é o risco de crescimento das plataformas ilegais.
Para os clubes, impedir o funcionamento do mercado regulamentado não faria com que as apostas deixassem de existir, mas poderia estimular consumidores a migrarem para sites clandestinos.
As equipes afirmam que essas plataformas não estão submetidas às mesmas obrigações de tributação, fiscalização e proteção ao consumidor previstas para as empresas autorizadas.
Ao final do manifesto, defendem o fortalecimento da fiscalização e o aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção, sem colocar em risco o mercado regulamentado.
Os clubes também afirmam estar à disposição do Governo Federal, do Congresso Nacional e das autoridades estaduais e municipais para colaborar na criação de mecanismos de educação e conscientização sobre as apostas esportivas.
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