Justiça determina que público com adesivos políticos não seja barrado em show de João Gomes após relatos de restrição
João Gomes realiza mais uma edição do projeto Abrace um Denguinho em Petrolina Andressa Silva /g1 Petrolina A Justiça Eleitoral determinou que os organizadores do show beneficente de João Gomes, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, não impedissem a entrada e a permanência no evento de pessoas vestidas ou com acessórios em apoio a candidatos e partidos políticos na noite de segunda-feira (12).
A decisão foi tomada pela juíza Elisama de Sousa Alves, da 145ª Zona Eleitoral de Petrolina, na mesma noite em que circularam nas redes sociais vídeos de espectadores usando adesivos do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, sendo impedidos de entrar no show.
O evento integra o projeto beneficente “Abrace um Denguinho”, idealizado pelo cantor pernambucano e realizado em parceria com a prefeitura da cidade.
"Ressalvo que a presente determinação protege a manifestação individual do eleitor e não autoriza a realização de atos de campanha, a distribuição de material de propaganda ou a fixação de adesivos em bens públicos no interior do evento, condutas que permanecem regidas pela legislação eleitoral", diz trecho da decisão.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram seguranças afirmando que a restrição ao público que usava adesivos em apoio ao presidente da República partiu da produção do evento.
A equipe de João Gomes afirmou inicialmente ao g1 que “não procedia” a informação de que pessoas haviam sido impedidas de entrar no evento por usar material político.
Depois disse ter sido informada sobre uma "atitude individual" de um segurança da empresa contratada. (Leia mais abaixo) Também procurada pelo g1, a Prefeitura de Petrolina negou ter orientado os seguranças a barrar pessoas com adesivos ou outros materiais partidários e informou que o controle de acesso ao evento ficou sob responsabilidade de uma empresa de segurança privada contratada pela produção de João Gomes. (Leia mais abaixo) Agora no g1 Decisão judicial foi tomada durante o evento Uma das pessoas impedidas de entrar no evento por usar adesivos políticos foi o professor Mateus Lopes, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
Ele filmou o momento em que tentava entrar no parque.
Ao ser impedido por um segurança, o professor questionou a proibição do uso do adesivo do Lula.
“Isso aqui é um direito constitucional meu de botar no meu próprio corpo a minha manifestação política.
Isso aqui é minha livre manifestação”.
O segurança responde que a restrição ocorre porque o adesivo é um material político.
Ao ser questionado sobre quem deu a orientação, ele responde: “A produção do evento”.
Mateus afirmou que só conseguiu entrar no evento após retirar os adesivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.