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Fed segura juro, mas segue com discurso duro; mercado vê alta em dezembro

Terra ·
Fed segura juro, mas segue com discurso duro; mercado vê alta em dezembro

CORRESPONDENTE EM NOVA YORK - A inflação nos Estados Unidos está há meses acima da meta, mas um novo freio para os preços será dado pelo banco central americano somente mais à frente. Segundo economistas, a força da atividade econômica e o atual nível dos índices inflacionários prescrevem um aumento de 0,50 ponto porcentual nos juros , mas em duas etapas. Uma delas deve vir em dezembro, como mostram as chances calculadas pelo FedWatch, ferramenta do CME Group.

Na reunião desta quarta-feira, 28, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros dos Fed Funds inalterados na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano em um movimento amplamente esperado por analistas consultados pelo Estadão/Broadcast . Para conter a inflação sem encarecer ainda mais o crédito , a estratégia foi contar com o gogó. "Quase não há uma palavra no breve comunicado do Fed que não tenha uma inclinação hawkish ", diz relatório do ING.

"O comunicado descreve um crescimento forte, gastos resilientes e investimento robusto com (...) inflação acima da meta. No entanto, a maioria (no Fed) quer mais informações antes de ajustar a política novamente. Os mercados parecem querer "um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação, por favor", escreveu Ole Håkon Eek-Nielsen, da Nordea.

No comunicado divulgado com a decisão nesta tarde, o Fed tratou de mostrar mais rigor e foi considerado levemente mais "hawkish" (duro) por analistas. Assim como na diplomacia internacional, as palavras carregam grande simbologia na política monetária . E a mudança na descrição da expansão da atividade econômica dos Estados Unidos de ritmo sólido para ritmo forte foi lida como um sinal de alerta sobre possíveis impactos na inflação.

Sobre a inflação em si, o comunicado passou a afirmar que o "acúmulo de mais informações" ajudará a determinar a postura monetária apropriada para assegurar a convergência dos preços à meta. Antes, compreendia que a elevação dos juros contribuiria para um retorno mais rápido da inflação à meta de 2%.

Um novo aumento - além do dezembro - é previsto para março por economistas como David Doyle, do Macquarie Group, e Thomas Ryan, da Capital Economics, que preveem aumento de juros pelo Fed em dezembro e em março. Os analistas Thomas Simons e Blake Birkins, do Jefferies, preveem o segundo aumento de 0,25 ponto porcentual no primeiro trimestre de 2027.

"Isso se baseia na visão de que o 'modus operandi´ do Fed está focado em remover os 75 pontos base de acomodação que eles forneceram em 2025, trazendo a postura da política para um lugar mais restritivo", diz relatório do Jefferies. "Julgar se haverá mais ou menos aumentos provavelmente deve se basear nos comentários dos dirigentes do Fed sobre suas opiniões quanto ao grau em que a política é ou não restritiva, em vez de se o deflator PCE vem 0,001% acima ou abaixo do consenso", escrevem Simons e Birkins.

A decisão desta quarta-feira, 28, teve um placar de 10 a 2, com dois membros do Fomc votando por aperto. A dirigente Lisa Cook e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, votaram por uma alta de 0,25 ponto porcentual hoje. A falta de uma unanimidade era esperada por economistas de instituições como ING e Rabobank.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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