Mãe que se acorrentou pela transferência do filho aguarda vaga em SP após hospital emitir relatório
Mãe se acorrenta em forma de protesto por transferência do filho O menino Kauan, de 5 anos, aguarda uma vaga no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (SP) para conseguir passar por uma cirurgia no coração.
O caso ganhou repercussão depois que a mãe, Laise Sousa Carvalho, se acorrentou ao portão do Hospital Geral de Palmas para conseguir o tratamento do filho.
O g1 solicitou informações à Secretaria de Segurança Pública, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A família mora em Paraíso do Tocantins, mas o menino está internado na UTI Pediátrica do HGP há 15 dias.
Depois que Laise protestou em frente a unidade de saúde, a equipe médica emitiu um relatório que apontou a urgência da transferência.
Segundo a mãe, com o tratamento fora do domicílio, Kauan deve conseguir realizar exames complexos.
"No [documento] também informa que ele deve ser transferido, ter o transporte de Tratamento Fora do Domicílio para a origem de tratamento correto que ele necessita com urgência.
Ter o transporte também de UTI aérea e que a estadia dele dentro da UTI não permaneça por muito tempo, porque ele precisa de exames muito complexos", explicou.
O menino nasceu com malformação congênita no coração e possui apenas um ventrículo funcional.
Kauan já passou por duas cirurgias no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (SP) e necessita de um terceiro procedimento de grande porte.
Por causa da condição, ele recebe alimentação por sonda, não anda, não fala e apresenta dificuldades respiratórias.
Laise Sousa se acorrentou em frente ao Ministério Público para conseguir transferir filho para hospital de SP Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM Após mãe se acorrentar, hospital do TO emite relatório e aponta urgência na transferência de menino para SP Mãe se acorrenta no portão de hospital para cobrar cirurgia para o filho no TO Transferência solicitada há dois anos O caso se desenrola desde 2024, quando Laise pediu o tratamento fora de domicílio.
Em julho de 2025, a Justiça determinou que o Estado transferisse a criança para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, por meio de UTI aérea, com direito a um acompanhante e ao custeio da estadia.
Um ano depois, a Justiça expediu uma nova decisão, bloqueando o valor necessário para a realização da cirurgia.
Laise se acorrentou ao portão do HGP na manhã da última quarta-feira (9).
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