Duas drogas inéditas são encontradas em saliva humana; MJSP emite alerta
Duas drogas inéditas foram identificadas em amostras de saliva coletadas de frequentadores de festas em São Paulo.
As substâncias, análogas da cetamina, foram registradas pela primeira vez no mundo, conforme anunciou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Tratam-se da desclorocetamina (DCK) e a 2-fluorodesclorocetamina (2-FDCK).
Leia também : Operação contra tráfico de drogas na Asa Norte cumpre 9 mandados de prisão Segundo informações do portal O Globo , as amostras de fluido oral foram coletadas voluntariamente dos indivíduos.
Com isso, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) emitiu um alerta por meio do Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), nos primeiros dias do mês de setembro deste ano.
Não foram encontrados, segundo apontou o Alerta Rápido nº 08/2026, relatos anteriores da identificação das substâncias em amostras orais em nenhum país.
O resultado, portanto, mostra que as drogas já circulam no território nacional com o objetivo de serem consumidas de forma recreativa.
As análises foram feitas pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas (CIATox-Campinas), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com o MJSP, a cetamina, que serve de base para a produção das substâncias, geram efeitos dissociativos.
Estes resultam em agitação, taquicardia, alucinações, hipertensão e redução de consciência.
Apesar de terem consumido as substâncias citadas, os usuários afirmaram terem feito uso de "bala" ou "MD", nomes corriqueiros e mais coloquiais referentes à substância MDMA.
Leia também : Homem é preso por violência sexual, e mulher, por tráfico de drogas O alerta emitido pelo SAR também destaca que as informações disponíveis sobre as drogas, como efeitos tóxicos e características farmacológicas, ainda são limitadas.
Ainda assim, o achado em fluido oral permite detectar o consumo recente e comparar os resultados achados em exames com o relatado pelos usuários.
O Correio entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad).
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