EUA anuncia ações militares conjuntas com Colômbia na luta antidrogas
Essa cooperação é anunciada após a decisão do novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, de ingressar em uma coalizão antidrogas liderada pelo presidente americano Donald Trump, disse Hegseth durante uma reunião da aliança que reúne cerca de 20 países.
"Por meio do recém-empossado presidente (...), a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror", afirmou o chefe do Pentágono.
Na última sexta-feira, durante sua posse em um regimento militar, o advogado de extrema direita manifestou sua intenção de combater "sem trégua o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas", ao mesmo tempo em que descartou qualquer negociação de paz com os grupos armados.
A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo e os Estados Unidos, por sua vez, o principal consumidor.
No país sul-americano, atuam vários grupos ilegais que se financiam com o narcotráfico. Essas organizações são formadas por cerca de 25 mil pessoas, segundo um relatório da Fundação Ideias para a Paz baseado em dados oficiais de 2025.
A chegada de De la Espriella ao poder recompôs a aliança entre Colômbia e Estados Unidos, que durante anos foram os maiores aliados militares da região no combate ao narcotráfico e às guerrilhas de esquerda.
Nas últimas duas décadas, os dois países implementaram o Plano Colômbia e o Plano Patriota, ofensivas às quais os Estados Unidos destinaram bilhões de dólares e que enfraqueceram os grupos rebeldes, mas não interromperam o tráfico de cocaína.
Bogotá e Washington também cooperam em operações contra o narcotráfico em alto-mar.
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