Candidata aciona Justiça por ser desclassificada de concurso devido a tratamento hormonal após câncer
Candidata é desclassificada de concurso por tratamento hormonal após câncer A mineira Michelle Cristina Vertelo de Souza Souto, de 42 anos, acionou a Justiça após ter sido desclassificada na etapa de avaliação médica do concurso público para a Polícia Penal de Minas Gerais.
A candidata foi considerada inapta pela banca do Instituto AOCP, que realiza o concurso, por fazer uso de Tamoxifeno, medicamento hormonal utilizado para reduzir o risco de o câncer de mama voltar.
Ela chegou a entrar com recurso administrativo no instituto, parte do próprio processo de seleção, contra a desclassificação, mas teve o pedido negado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O edital do concurso prevê que candidatos com "doença neoplástica maligna em atividade e/ou sem critério de cura definidos" não podem tomar posse no cargo.
O processo seletivo tem seis etapas, e Michelle foi desclassificada na terceira, de avaliação médica.
Veja as fases: Prova objetiva e redação; Prova de aptidão psicológica; Avaliação médica; Prova de condicionamento físico; Investigação social; Curso de formação técnico-profissional.
Michelle foi diagnosticada com câncer de mama em maio de 2025 e passou por sessões de quimioterapia equni radioterapia.
Segundo laudos médicos e exames recentes apresentados por ela, a doença não está em atividade.
Uma mamografia feita em julho deste ano aponta "ausência de sinais mamográficos de malignidade".
Último exame mamográfico da candidata foi realizado em 15 de julho deste ano.
Imagens cedidas por Michelle Souto Concurso negou recurso contra desclassificação Em resposta ao recurso administrativo apresentado pela candidata, a banca do Instituto AOCP afirmou que o uso contínuo do medicamento indica que ela ainda está em tratamento e que os documentos apresentados não comprovam a alta oncológica.
Após ter o recurso administrativo negado, Michelle entrou com uma ação na Justiça.
O g1 entrou em contato com o Instituto AOCP.
Em nota, o órgão comunicou que não está autorizado a divulgar, confirmar, detalhar ou comentar publicamente informações de saúde ou dados pessoais de candidatos específicos em razão da Lei Geral de Proteção de Dados.
O instituto também afirmou que todos os atos da etapa de avaliação clínica seguem estritamente os critérios objetivos previstos no edital de abertura e que a análise de laudos e exames apresentados em recurso administrativo é conduzida por profissionais habilitados, vinculados às regras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.