Rio artificial de 145,3 km em construção para levar água a uma das áreas mais secas da região deixa cientistas e engenheiros impressionados
A engenharia criou uma solução de grande escala para enfrentar a falta de água
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No interior do Ceará , canais, túneis e sifões formam uma estrutura de 145,3 km criada para levar água do Rio São Francisco até áreas historicamente pressionadas pela seca. O Cinturão das Águas do Ceará (CAC) chegou a 93,2% de execução em setembro de 2026 e tem conclusão prevista para junho de 2027.
O chamado rio artificial é o Trecho 1 do Cinturão das Águas do Ceará . Ele começa na Barragem de Jati , ligada ao Eixo Norte da transposição do São Francisco, e segue até as nascentes do Rio Cariús, em Nova Olinda .
Segundo o Governo do Ceará , o percurso combina canais a céu aberto, túneis e sifões. Todo o Trecho 1 funciona por gravidade e foi projetado para transportar até 30 m³ de água por segundo .
Em 4 de setembro de 2026 , o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que o CAC havia alcançado 93,2% de execução física .
A obra avançou muito além dos lotes já entregues em anos anteriores e entrou na reta final dos trechos restantes:
O Trecho 1 foi projetado para aproveitar a diferença natural de altitude . A água entra em Jati e segue por gravidade ao longo do sistema, reduzindo a necessidade de bombeamento contínuo.
Esse desenho combina trechos abertos com estruturas que vencem obstáculos do terreno:
Quem busca entender as grandes obras de infraestrutura no Nordeste , vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Urbana , que conta com mais de 150 mil visualizações, onde o canal mostra o avanço do Cinturão das Águas e os novos ramais da transposição do Rio São Francisco :
O impacto direto está concentrado no Cariri , mas o sistema também reforça a integração hídrica do estado. O projeto foi desenhado para aumentar a segurança de abastecimento humano e apoiar outros usos da água.
O estágio de cada parte do empreendimento ajuda a entender por que ele já funciona parcialmente enquanto a obra total ainda avança:
O Cinturão das Águas transforma a água recebida pelo São Francisco em uma rede de distribuição regional. Sem essa conexão, a chegada da água ao estado não resolve sozinha o problema de levar o recurso até áreas mais distantes.
Com os últimos trechos em execução, o projeto entra na fase em que a infraestrutura construída ao longo de anos passa a formar um corredor hídrico contínuo entre Jati e Nova Olinda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.