Campina Grande, 162 anos: além do São João, cultura da cidade se mantém viva durante todo o ano
O Açude Velho se tornou um cartão postal e patrimônio cultural de Campina Grande Divulgação Há mais de quarenta anos, O Maior São João do Mundo coloca Campina Grande, cidade no Agreste da Paraíba que celebra 162 anos neste domingo (11), no centro das atenções.
Por mais de trinta dias, turistas visitam a cidade para viver a festa e conhecer o que o município tem a oferecer.
Durante junho e julho, os festejos juninos tomam conta de cada canto de Campina Grande, movimentando a economia local e transformando a rotina dos moradores.
Mas, a relação da Rainha da Borborema com a cultura vai muito além do mês de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Quando toda a estrutura do Parque do Povo é desmontada e os turistas vão embora, a produção cultural da cidade segue seu curso.
Músicos continuam se apresentando, grupos musicais mantêm seus encontros, artistas produzem novos projetos e diferentes movimentos ocupam os espaços da cidade nos outros onze meses do ano.
São João de Campina Grande Rondinelle de Paula/Arte Produções Ao longo das décadas, diferentes manifestações artísticas se consolidaram na história do município.
É o caso do Festival de Inverno, que reúne música, teatro, dança e outras linguagens em diferentes pontos da cidade, mantendo-se como uma tradição no calendário cultural do município há mais de 50 anos.
Essa movimentação contínua fica evidente tanto nas tradições que atravessam gerações quanto nas novas manifestações que conquistam públicos e abrem espaço para outros gêneros.
É a prova de que Campina Grande é uma cidade vibrante, que transborda cultura e não cabe apenas nos trinta dias de festa. 'Campina Grande tá bonita, tá mudada' Mestre Duduta e Waguinho Duduta, pai e filho músicos referência em chorinho Arquivo Pessoal/Waguinho Duduta Waguinho Duduta carrega consigo uma tradição que existe há mais de setenta anos.
Músico, filho de músico e incentivador da música campinense, ele herdou do pai, Duduta, a relação com o choro e a responsabilidade de manter essa tradição viva em Campina Grande.
Waguinho cresceu entre os músicos que frequentavam sua casa e acompanhando de perto a roda de choro criada por José Ribeiro da Silva, o Mestre Duduta, em 1955.
As reuniões acontecem todos os domingos na casa onde o músico morou, no bairro da Bela Vista, e reúnem familiares, amigos e músicos.
Depois da morte de Mestre Duduta, em 2018, Waguinho assumiu a continuidade dos encontros.
"Eu não tinha noção da grandeza do que meu pai estava fazendo (...) No decorrer da vida, ficando adolescente, foi que comecei a realmente ir entendendo o que ele [Mestre Duduta] estava fazendo", disse Waguinho.
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