Prefeita de cidade baiana que nomeou a própria filha para cargo já foi investigada por lavagem de dinheiro
Vilma Rosa, prefeita de Cansanção Redes sociais A prefeita da cidade de Cansanção, no norte da Bahia, Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB), já foi investigada por lavagem de dinheiro em 2024.
Neste ano, a gestora que é conhecida como "Mamãe", nomeou a própria filha para ocupar o cargo de chefe de gabinete da prefeitura.
Vilma tem 64 anos e está em seu segundo mandato na prefeitura de Cansanção.
Ela foi eleita pela primeira vez em 2018 e reeleita em 2022.
Antes dela, o marido, Ranulfo Gomes, foi prefeito da cidade por dois mandatos - entre 2008 e 2016.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Vilma, Ranulfo e a filha participaram de um esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 26 milhões entre 2011 e 2014, quando ele era o prefeito de Cansanção. (Sabia mais ao fim da reportagem) 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Nas redes sociais, Vilma compartilha seu dia a dia como prefeita, mãe e avó.
Ela também costuma demonstrar a sua fé através de orações a Deus e Nossa Senhora.
Segundo a portaria assinada pela gestora e publicada no Diário Oficial do Município (DOM), Vilma nomeou Pollyanna Oliveira Gomes para o cargo na última sexta-feira (16).
O decreto não apresenta informações sobre a formação profissional da filha da prefeita nem sobre a remuneração prevista ou os critérios utilizados para a escolha.
O g1 solicitou um posicionamento à Prefeitura de Cansanção para esclarecer os critérios da nomeação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ⚠️ A nomeação de familiares de autoridades públicas para cargos na administração é uma prática que pode configurar nepotismo, dependendo das características da função e das circunstâncias da contratação.
No Brasil, existem regras que restringem a nomeação de parentes para cargos públicos.
No entanto, nem toda nomeação de um familiar é considerada automaticamente irregular.
Lavagem de dinheiro Pollyanna Gomes foi nomeada como Chefe de Gabinete pela mãe, Vilma Gomes Reprodução/Redes Sociais Em agosto de 2024, Vilma e Pollyanna Gomes foram condenadas pela Justiça Federal a 7 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, cada uma, pelo crime de lavagem de dinheiro.
O ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes, marido de Vilma e pai de Pollyanna, foi condenado a 9 anos, 10 meses e 3 dias de prisão.
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