Pai de Henry Borel usa carta anônima para pedir investigação de juíza que perdoou Monique
O vereador carioca Leniel Borel acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o Poder Judiciário, contra a juíza Elizabeth Machado Louro, que conduziu o júri do caso Henry Borel.
Ele pede que seja aberta uma investigação disciplinar para averiguar se a magistrada tentou induzir os jurados a absolver a professora Monique Medeiros, mãe da criança, que respondia pelo assassinato do filho junto com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho, padrastro de Henry.
A reclamação disciplinar tem uma base uma carta apócrifa.
Uma mulher, que alega ter sido convocada para participar do julgamento, afirma ter presenciado a magistrada, em uma reunião administrativa no dia 12 de maio, dizer aos jurados que Monique Medeiros foi vítima de machismo e perseguição.
O encontro foi convocado para transmitir orientações a respeito do funcionamento do júri popular.
Procurada pelo VEJA, por meio da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, a magistrada informou que, em razão da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, não pode comentar sobre processos em andamento.
A Corte fluminense afirmou que “não se manifesta sobre cartas apócrifas”.
Para cada sessão do Tribunal do Júri, são convocados 25 jurados .
No dia do julgamento, sete deles são sorteados para formar o conselho de sentença, colegiado que decide o caso.
Os demais são dispensados.
A denunciante anônima afirma que foi uma das dispensadas no caso Henry Borel.
Continua após a publicidade Para tentar comprovar que participou da etapa inicial do júri, a mulher enviou capturas de tela de um grupo no WhatsApp com outros jurados e a foto de uma confraternização com a presença da juíza.
Os diálogos e o encontro parecem ter ocorrido após a conclusão do julgamento, o que, por si só, não configura irregularidade.
Os jurados conversam sobre uma forma de homenagear a magistrada, com quem conviveram intensamente por onze dias.
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