Caso Dark Horse: polícia acha outros quatro acordos entre ICB e pasta de SP
Documentos do caso Dark Horse que tiveram o sigilo retirado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) , neste domingo (13/9), apontam que a Polícia Civil de São Paulo encontrou outros quatro termos de colaboração entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo (SMIT).
A descoberta ocorreu durante uma busca na pasta, que já era investigada por um contrato de R$ 108 milhões com a mesma entidade.
Leia também Mirelle Pinheiro Dark Horse: Dino determina entrega de celulares de investigados à PF Os quatro termos apareceram durante a Operação WiFi Livre, realizada em 1º de junho.
Na ocasião, policiais foram à sede da SMIT em busca de documentos relacionados ao Termo de Colaboração nº 01/2024-SMIT, firmado para instalar, operar e manter 5 mil pontos de Wi-Fi público em comunidades da capital paulista.
O que os investigadores encontraram, porém, mostrou que esse não era o único vínculo entre o ICB e a secretaria.
No 27º andar do prédio, o diretor financeiro da pasta, João Paulo Santana de Jesus, entregou aos policiais a documentação completa do acordo de R$ 108 milhões e as respectivas prestações de contas.
Na mesma ocasião, segundo o registro da diligência, foram apresentados documentos de “outros 04 (quatro) termos de colaboração” celebrados entre o ICB e a SMIT.
Acordo de R$ 108 milhões A Operação WiFi Livre foi realizada no âmbito da investigação que apura possíveis irregularidades no acordo firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB para levar internet pública a comunidades da cidade.
Entre os pontos analisados estão o fato de o ICB ter sido o único participante do chamamento público, os valores previstos no acordo em comparação com contratos anteriores da Prefeitura com a Prodam, o cumprimento das metas de instalação dos pontos de internet e documentos fiscais apresentados durante a execução do projeto.
A investigação também apura a suspeita de que parte dos recursos possa ter recebido uma destinação diferente daquela prevista no acordo.
Uma das linhas investigadas é uma possível ligação entre o dinheiro público e despesas relacionadas à produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O objetivo das buscas era justamente conseguir documentos e dados que permitissem rastrear o dinheiro, verificar as subcontratações feitas pelo ICB e identificar quem participou da execução e da fiscalização do acordo.
Prazo A busca na SMIT ocorreu depois de a secretaria não entregar dentro do prazo documentos solicitados pela Polícia Civil.
Quando o inquérito foi aberto, em 31 de março, os investigadores requisitaram a íntegra do processo administrativo do acordo de R$ 108 milhões.
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