Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná
O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região.
Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.
A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar.
O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic).
Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano.
A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
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O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos.
Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.
O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo.
A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.
Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%.
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