Tribunal quer perda do cargo de ex-juiz da Lava Jato por furto de champanhe
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a perda do cargo do juiz federal Eduardo Appio (foto em destaque) , acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Blumenau (SC).
A medida também determina a disponibilidade do magistrado, sem direito a salário.
A decisão foi tomada nessa quinta-feira (27/8) pela Corte Especial Administrativa do tribunal e ainda será analisada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) .
Os episódios ocorreram em 20 de setembro e 4 de outubro de 2025.
Appio estava afastado temporariamente do cargo havia cerca de oito meses, desde que a suspeita dos furtos veio a público.
Segundo o registro policial, foram levadas duas garrafas de champanhe francesa Moët & Chandon, uma em cada ocasião.
As bebidas foram avaliadas em cerca de R$ 400 cada.
A decisão do TRF-4 ainda não encerra a discussão na esfera administrativa.
Pelas normas do CNJ, decisões dos tribunais que determinem a disponibilidade ou proponham a perda do cargo de magistrados devem ser submetidas a reexame pelo Conselho.
Com isso, o caso de Appio será encaminhado ao órgão.
A coluna tenta localizar a defesa do juiz federal.
Quem é Appio Em fevereiro de 2023, Appio assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba, unidade que concentrou os principais processos da Operação Lava Jato, substituindo o então juiz Sergio Moro.
O magistrado ganhou notoriedade ao questionar a atuação de Moro durante a operação e também fez críticas ao trabalho de Deltan Dallagnol, que integrou a força-tarefa da Lava Jato como procurador da República.
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