Fachin pauta 'dois rounds' no STF e esquece a eleição, diz Beto Vasques
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A decisão de pautar julgamentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça separados e em semanas consecutivas, às vésperas da eleição, mantém a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) no centro do debate, avaliou Beto Vasques no UOL News , do Canal UOL.
Para ele, o calendário definido por Edson Fachin cria 'dois rounds' no plenário e empurra a disputa eleitoral para segundo plano, quando o foco deveria estar em Lula e Flávio Bolsonaro.
Eu acho que ele tem um problema grave nessa decisão, que é continuar pautando a crise suprema no período eleitoral. Nós estamos completando duas semanas que nós só falamos de Mendonça e Moraes quando deveríamos estar falando de Lula e Flávio. [...] O Fachin pautando para o dia 23 parece brincadeira porque essa semana agora, terça-feira, vamos ter o primeiro round no Supremo, que é discutir o caso Moraes. Passa uma semana e na outra, dia 23, vamos discutir o caso Mendonça. [...] Acho que está faltando bom senso para todo mundo e nesse caso a minha sensação é o equívoco do ministro Fachin pautar: se esse caso do ministro Mendonça é dia 16 e dia 15 é Moraes, não quer fazer no mesmo dia, pauta no dia seguinte. Beto Vasques
Diego Sarza ponderou que a expectativa era de um julgamento mais longo no caso Moraes, o que poderia ocupar mais de uma sessão e dificultar a organização do calendário do plenário.
Vasques respondeu que, se a análise do caso Moraes se estender, o Supremo deveria inverter a ordem e começar por Mendonça. Para ele, 'não vai ser por uma semana a mais ou menos' que as explicações sobre Moraes e outros ministros deixariam de ser dadas.
O comentarista também disse estar 'convencido' de que, quando o tema for ao plenário, o STF deveria tirar de Mendonça a relatoria do caso Master. Na avaliação dele, manter o ministro como relator até lá prolonga a disputa interna e alimenta suspeitas.
No debate, Isabela Kalil afirmou que o pedido da defesa de Flávio Bolsonaro para manter o caso com Mendonça 'não existe' como escolha de juiz e pode ter custo político. Para ela, isso vira 'um presente para a campanha do Lula' na leitura da opinião pública.
Isso não existe, não existe lugar nenhum você escolher o juiz que vai julgar o seu caso. [...] É inegável que existe um cálculo político. [...] Isso é um presente para a campanha do Lula. Isabela Kalil
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