Goldman Sachs vê dólar a R$ 4,70 sob expectativa para 2º turno das eleições
O banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs espera que o dólar seja cotado na faixa de R$ 4,70 em três meses.
A revisão sobre a projeção anterior, que era de R$ 5,20, se dá após a análise de resultados do 1º turno das eleições brasileiras.
Em relatório, a instituição destacou que a valorização de mais de 4% do real sobre a moeda americana é um reflexo da surpresa do mercado sobre o nível de vantagem nos votos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Lula (PT) na disputa em 1º turno pela presidência.
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Consolidação das expectativas fiscais Para que essa valorização do real se sustente no médio e longo prazo, o Goldman Sachs explica que é preciso que ocorra uma implementação efetiva das políticas fiscais esperadas pelo mercado financeiro.
A expectativa, portanto, é de um ajuste na cotação nos meses seguintes.
O Goldman Sachs espera que a moeda seja negociada a R$ 4,75 em seis meses.
Depois, em 12 meses, a expectativa é que a cotação fique a R$ 4,80.
“De forma mais ampla, consideramos a faixa de R$ 4,50 a R$ 4,80 como plausível em um cenário eleitoral percebido como favorável ao mercado e propício a uma postura fiscal mais restritiva.
Em particular, o dólar cotado a R$ 4,80 seria consistente com a compressão total do prêmio fiscal residual da depreciação do real em 2024, bem como com avaliações de longo prazo”, pondera a instituição.
Ainda assim, as projeções consideram que novas políticas econômicas serão anunciadas nos próximos meses, como o grande foco em um eventual novo governo presidencial.
Por outro lado, consequentes maiores cortes na taxa de juros deve reduzir a atratividade do real no período.
A instituição também afirma que está ciente do efeito sazonal de dezembro, mês que normalmente apresenta grandes saídas de capital.
Segundo o Goldman Sachs, isso pode representar um obstáculo adicional para o real caso estes tão esperados anúncios de política fiscal decepcionem.
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