Exército britânico se prepara para possível invasão argentina das Malvinas
O Exército britânico realizou um exercício militar nas Ilhas Malvinas para treinar a defesa do arquipélago diante de uma eventual ofensiva argentina.
Segundo o jornal britânico The Times , a operação reuniu cerca de 150 paraquedistas britânicos e 100 reservistas locais ao longo de seis dias, no início deste mês.
A atividade ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Londres e Buenos Aires, depois que o presidente argentino, Javier Milei , voltou a reivindicar a soberania sobre o território .
De acordo com o diário britânico, o treinamento incluiu uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros, exercícios de combate a curta distância e uma operação de assalto anfíbio, com o desembarque de tropas a partir do mar.
Batizado de Cape Upholder , o exercício buscou reproduzir situações semelhantes às enfrentadas por militares britânicos durante a guerra de 1982, quando a Argentina invadiu o arquipélago e o Reino Unido enviou forças para recuperar o território.
As simulações também contemplaram ameaças contemporâneas, como ataques cibernéticos e o uso de drones.
Continua após a publicidade Apesar do contexto de tensão, o jornal britânico informou que o exercício havia sido planejado previamente e não constituía uma resposta direta às declarações recentes de Milei.
Disputa por petróleo A principal frente de tensão entre os dois países envolve o projeto Sea Lion , destinado à exploração de petróleo na Bacia Norte das Malvinas.
Conduzido pelas empresas Rockhopper Exploration, do Reino Unido, e Navitas Petroleum, de Israel, o empreendimento tem potencial para transformar a economia do arquipélago.
O governo argentino considera a exploração ilegal e tenta impedir o avanço do projeto.
Em 28 de setembro, Milei deu a Londres um prazo de duas semanas para interromper as atividades, o que não ocorreu.
Na terça-feira, 13, Buenos Aires anunciou ter solicitado medidas provisórias ao Tribunal Internacional do Direito do Mar para suspender a exploração de hidrocarbonetos na região.
Continua após a publicidade Neste cenário, o jornal britânico The Guardian revelou que o Reino Unido pediu à Interpol que rejeitasse eventuais solicitações argentinas de prisão contra pessoas envolvidas no empreendimento, sob o argumento de que os pedidos poderiam ter motivação política.
A iniciativa busca evitar que a Argentina utilize mecanismos internacionais de cooperação policial para coagir empresas e profissionais ligados ao projeto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.