Rota da fuga: jatinho de Willer Tomaz teria levado Flávio Bolsonaro à Argentina, investiga PF
A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que um jato pertencente ao advogado Willer Tomaz foi usado na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, via Argentina.
As informações foram divulgadas por Malu Gaspar, no jornal O Globo , nesta quinta-feira (28).
Na manhã da última terça-feira (27), o Cessna 560XL Citation Excel de prefixo PR-AAA decolou de Brasília rumo a San Fernando, nas cercanias de Buenos Aires, poucas horas antes do prazo limite para Flávio entregar seus passaportes ao STF.
Tanto Willer Tomaz quanto Flávio Bolsonaro são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que o jato pertencente ao advogado Willer Tomaz foi utilizado como parte da rota de fuga do senador para os Estados Unidos.
A aeronave teria levado o ex-candidato à Presidência até a Argentina, de onde ele teria esperado para embarcar rumo aos EUA, com escala no Equador, onde se encontrava na manhã desta quinta-feira.
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados conjuntamente por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A PF não trabalha com nenhuma outra hipótese além da rota via Argentina.
O país governado pelo aliado Javier Milei é, segundo os investigadores, a única escala considerada no trajeto até os Estados Unidos.
A conexão entre os dois investigados, portanto, não se limita ao campo financeiro: a aeronave de Willer teria sido o elo operacional da saída de Flávio do Brasil.
Cronologia e detalhes da aeronave O jato Cessna 560XL Citation Excel, de prefixo PR-AAA , pertencente a uma empresa controlada por Willer Tomaz, deixou Brasília às 5h05m da manhã da última terça-feira (27).
A aeronave aterrissou em San Fernando, nas cercanias de Buenos Aires, às 8h40m no horário de Brasília, conforme dados do sistema de rastreamento de transponder ADS-B.
A decolagem ocorreu a partir de um hangar da Jet Lines, empresa de Willer no Aeroporto de Brasília, poucas horas antes do prazo limite para o senador entregar seus documentos à Polícia Federal.
Paralelamente, a PF monitorou uma segunda aeronave: o Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW , que permaneceu parado durante todo o dia em Puerto Iguazú, próximo à fronteira argentina com o Brasil.
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