Análise: Coreia do Norte lança mísseis ao mar e provoca alarme na região
A Coreia do Norte lançou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão nesta quinta-feira (20), provocando alarme imediato na região .
Os lançamentos ocorreram pouco depois de Donald Trump anunciar a intenção de se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un ainda este ano.
A analista de Internacional Fernanda Magnotta avaliou que Trump está tentando replicar a lógica de diplomacia pessoal que utilizou durante seu primeiro mandato, quando chegou a se encontrar pessoalmente com Kim Jong-un.
“Desde então, eles têm, eventualmente, feito manifestações de apreço pessoal um ao outro , ainda que a relação estratégica dos Estados Unidos com a Coreia do Norte e seus aliados não seja exatamente favorável”, destacou Magnotta durante o CNN 360º desta quinta-feira (20).
Coreia do Sul realiza exercícios militares após redução anunciada por Trump Análise: Aceno à Coreia do Norte é tentativa de Trump para as midterms Decisão sobre Coreia do Sul expõe fragilidade do plano de Trump na Ásia No entanto, a analista ressaltou que o cenário atual é substancialmente diferente em relação a 2019.
Segundo ela, Kim Jong-un chega a este momento muito mais fortalecido do que estava há quase dez anos.
“Não só porque ele ampliou e sofisticou o seu aparato militar , o seu arsenal nuclear e de mísseis, mas porque ele aprofundou uma relação muito estratégica com um aliado que se tornou de primeira grandeza para a Coreia do Norte, que é a Rússia “, afirmou a analista.
Magnotta alertou ainda que a necessidade de um acordo com Washington é hoje menor do que era anteriormente.
Para ela, a reação desta semana sugere que certas concessões unilaterais não necessariamente produzirão atos de reciprocidade.
“Na verdade, o tiro pode sair pela culatra.
Elas podem produzir uma tentativa de extrair novas concessões dos Estados Unidos.
Pode ser que Kim Jong-in interprete a concessão como uma oportunidade de pedir mais”, advertiu.
A analista concluiu que, nesse cenário, tanto a relação bilateral entre os dois países quanto a credibilidade das alianças norte-americanas na Ásia ficam sob estado de alerta.
Reação imediata dos países vizinhos Segundo um responsável do Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os mísseis partiram da região de Pyongyang .
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