Livro reúne informações sobre manguezais de São Francisco do Conde
O livro “Manguezais de São Francisco do Conde: conhecer para proteger” foi lançado na Secretaria Municipal da Educação (SEDUC), em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador.
A publicação reúne informações sobre os manguezais do município e será utilizada como material pedagógico em escolas da rede municipal.Resultado do projeto Manguezal: Conhecer para Proteger, desenvolvido pela Associação Cultural, Esportiva e Recreativa das Comunidades de Caípe (ACERT), o livro reúne registros dos principais tipos de manguezais encontrados no território, mapas, fotografias e informações sobre ações de conservação, educação ambiental e a participação de comunidades tradicionais.
O conteúdo também conta com fotografias produzidas por autores, colaboradores e moradores de São Francisco do Conde, contribuindo para registrar aspectos do território e das relações estabelecidas pelas comunidades com os manguezais.Ao todo, 21 escolas municipais receberão exemplares da publicação.
A proposta é utilizar o material em atividades pedagógicas para aproximar os estudantes do ambiente em que vivem e ampliar o conhecimento sobre a importância ambiental, social e econômica dos manguezais.Segundo a organizadora Angélica Santos da Paixão, geógrafa, professora e mestre em Desenvolvimento Sustentável, a publicação é resultado de pesquisas e experiências acumuladas ao longo da atuação dos autores no município.“O livro decorre do acumulado de pesquisas, observações e interações ao longo da nossa vida profissional enquanto educadores do município de São Francisco do Conde.
A ideia é sistematizar, reunir e registrar esses conhecimentos, preservar a memória e incentivar o cuidado com o meio ambiente, em especial o manguezal.”A obra também busca contribuir para a valorização dos conhecimentos das comunidades tradicionais e para a desconstrução de percepções negativas sobre o ecossistema.
De acordo com os autores, moradores contribuíram com saberes relacionados a nomes e termos utilizados no território, espécies de animais e plantas, alimentos, técnicas de pesca e mariscagem e formas tradicionais de utilização do ambiente.Entre os problemas apontados pelos autores estão o desmatamento da vegetação dos manguezais, a realização de aterros para construções e a baixa implementação do sistema de esgotamento sanitário no município.
Segundo eles, essas situações aumentam a pressão sobre o ecossistema e podem trazer impactos para o ambiente e para as comunidades.No ambiente escolar, o livro poderá ser utilizado em atividades que vão além da leitura do conteúdo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.