Entenda as quatro condenações que somam 50 anos de prisão para capitão da Polícia Militar na Bahia
Capitão da PM é condenado em mais um processo e soma penas de 50 anos de prisão na Bahia Reprodução/TV Bahia O capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos soma penas de 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão após ser condenado em quatro ações penais na Bahia.
As decisões da Justiça envolvem crimes de corrupção passiva e peculato, relacionados ao uso da função pública para obter vantagens indevidas.
Preso preventivamente desde janeiro de 2025, o policial foi condenado pela última vez na quinta-feira (8), a 18 anos e quatro meses de prisão.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), nesse processo, ele recebeu mais de R$ 100 mil para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Mas esse não foi o único episódio que levou à condenação do capitão.
Os quatro processos envolvem diferentes formas de utilização do cargo público para atender a interesses particulares.
Agora no g1 O que levou às quatro condenações? As sentenças foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
Veja os casos que resultaram nas penas: Maio de 2025 — seis anos, dois meses e oito dias de prisão: primeira condenação, por corrupção passiva.
Segundo o MP-BA, o capitão usou a influência do cargo para interferir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e passou a cobrar vantagens indevidas pela atuação.
Setembro de 2025 — cinco anos, um mês e 27 dias de prisão: segunda condenação, também por corrupção passiva.
O caso integra o conjunto de investigações sobre a cobrança de vantagens indevidas pelo policial.
Junho de 2026 — 21 anos, um mês e 27 dias de prisão: terceira condenação, por corrupção passiva e peculato.
Conforme as investigações, ele recebeu vantagens indevidas em troca do direcionamento de policiais militares e viaturas para fazer a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde, em Santa Cruz Cabrália.
Outubro de 2026 — 18 anos e quatro meses de prisão: quarta condenação, também por corrupção passiva e peculato.
Nesse caso, o capitão teria recebido R$ 102.013,72 em 74 transferências bancárias para direcionar o policiamento à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.
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