Produtores de algodão do Paraná participam de congresso para discutir desafios no setor
Uma delegação de 20 produtores de diferentes municípios paranaenses está presente no 15° Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que termina nesta quinta-feira, 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
A participação do grupo de produtores de algodão do Paraná é promovida pela Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar) em parceria com o Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).
Neste ano, “Algodão brasileiro: fibra natural; uma jornada com propósito, qualidade e transparência” é o tema do Congresso, realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
A programação inclui palestras sobre pesquisas, boas práticas e o futuro da atividade econômica, com falas conduzidas por especialistas, fornecedores, indústria e produtores de todo o Brasil. ”Apoiar a ida da nossa delegação ao Congresso é garantir que nossos produtores tenham acesso ao que há de mais moderno em pesquisa, inovação e gestão, adaptando esse conhecimento para a nossa realidade e gerando novas oportunidades no campo”, pontua o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Produtor de Cambará aposta na cotonicultura José Cenizo, agricultor em Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná, produz algodão há cinco anos (em sistema de rotação com milho e soja), contabilizando cerca de 40 hectares na última safra.
Em sua terceira participação no CBA, ele sublinha a troca de informações como o ponto alto do evento.
“O contato entre os produtores é o principal do Congresso.
O Paraná, hoje, não é um dos protagonistas na cotonicultura, então, é muito importante circular e ver o que está sendo feito em outras regiões do país.
Quando temos acesso a essas experiências, podemos pensar em como adaptar para o nosso caso”, avalia.
A observação é compartilhada por Aristeu Sakamoto, presidente do Sindicato Rural de Cambará.
Proveniente de uma família de cotonicultores e entusiasta da retomada da cultura no Estado, ele descreve o Congresso como proveitoso pela oportunidade de aprender com os resultados das pesquisas apresentadas.
“Algo interessante que vimos é o controle do bicudo-do-algodoeiro”, comenta, referindo-se à apresentação de especialistas quanto a programas de manejo da praga na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
“Eles têm estratégias bastante firmes.
A gente pode fazer uma adaptação no Paraná”, diz.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.