Barracas, cozinhas improvisadas e saudade de casa: a rotina de famílias atingidas pela cheia no RS
Centenas de moradores seguem fora de casa há quase duas semanas por causa da cheia dos rios no Rio Grande do Sul.
Globo/ Reprodução Centenas de moradores seguem fora de casa há quase duas semanas por causa da cheia dos rios no Rio Grande do Sul. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em Uruguaiana, Rosa Maria Minho Viana convive com enchentes desde que nasceu.
Para acompanhar o avanço das águas do Rio Uruguai, ela montou uma barraca em frente à própria casa.
“A gente prefere aqui porque a gente fica perto das casas, né? Fica melhor pra gente cuidar.
A gente trabalha pra construir, então, o pouco que a gente consegue, a gente tem que ficar por perto pra cuidar.
O pessoal vinha de barco antes e levava os telhados, que os telhados são mais caros, né?” Na barraca ao lado está Eva Maria Farias, acompanhada da filha e de cinco netos.
Uma cozinha improvisada tenta levar um pouco de normalidade à rotina da família.
"Eu tava até sem gás, mas eu tinha fogão elétrico, que eu tenho fogareiro elétrico, que eu tava cozinhando de uma boca.
Fazia uma comida, esperava e fazia a outra (...) tomar banho, eu vou na minha irmã, que mora ali em cima.
Daí, eu vou tomar banho.
Aí, o banheiro químico que é aqui, né? Aí, eles vêm todo dia, é bem limpinho, né?” O Rio Uruguai está 1,30 metro acima da cota de inundação em Uruguaiana.
Com apenas três meses de idade, as gêmeas Júlia e Maria Antônia estão em um abrigo pela segunda vez.
A mãe delas, Rosicler Soares da Silva, lembra que as filhas já haviam enfrentado uma situação semelhante logo após deixarem o hospital.
“Elas vieram pequenininhas, mas tivemos bastante apoio pra elas, assim.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.