Mauro Mendes e filho são denunciados pelo MPF por contrabando de mercúrio em rotas internacionais
Mauro Mendes e o filho empresário Luis Antônio Taveira Mendes Divulgação O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes (União), o filho dele, Luis Antônio Taveira Mendes, e o empresário Rafael Martins Moreira dos Santos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em um esquema de contrabando de mercúrio destinado à extração de ouro em garimpos de Mato Grosso.
O g1 tenta localizar a defesa dos citados.
Conforme a denúncia apresentada nesta sexta-feira (23), o grupo teria utilizado rotas terrestres pela Bolívia e tentado importar ilegalmente a substância da China e do México.
Para disfarçar o transporte, o mercúrio teria sido ocultado em cargas de tinta e potes de shampoo.
Ainda de acordo com a denúncia, o produto também era enviado pelo serviço de correio aéreo.
O transporte teria ocorrido com o metal escondido em compartimentos secretos de veículos, garrafas plásticas, pesos de academia e até no interior de martelos ocos.
Segundo o MPF, as empresas Mineração Aricá Ltda. e Kin Mineração Ltda atuariam no esquema como compradoras e consumidoras finais do mercúrio de origem clandestina.
Os denunciados teriam adquirido 580,37 quilos de mercúrio sem as autorizações necessárias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“[...] Ao menos entre os anos de 2022 e 2023, os denunciados Mineração Aricá Ltda., Luis Antônio Taveira Mendes, Mauro Mendes Ferreira, Kin Mineração Ltda. e Rafael Martins Moreira dos Santos, de maneira consciente, adquiriram ao menos 580,37 kg de mercúrio, sem as autorizações necessárias do Ibama, o que tornou a mercadoria ilícita e tipificou o delito de contrabando”, diz trecho da denúncia. onforme o Ministério Público as investigações reuniram elementos relacionados a Mauro Mendes, embora ele não conste formalmente como sócio ou administrador da Mineração Aricá ou da Kin Mineração.
Segundo o MPF, a referência a “Mauro” aparece em diferentes elementos da investigação, incluindo conversas entre os investigados.
Em um diálogo de 13 de junho de 2022, Arnoldo Silva Veggi informou a Alberto Veggi Atala que havia emitido uma nota fiscal com a descrição dissimulada de “bola de ferro/moinho” para encobrir o transporte clandestino de mercúrio destinado à Mineração Aricá.
Na conversa, o destino da carga foi identificado como o “Garimpo do Mauro Mendes”, conforme consta na denúncia.
De acordo com a acusação, a Mineração Aricá Ltda., a Kin Mineração Ltda., Luis Antônio Taveira Mendes, Mauro Mendes Ferreira e Rafael Martins Moreira dos Santos teriam adquirido, armazenado e utilizado mercúrio metálico de origem clandestina, em desacordo com as exigências legais e regulamentares.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.