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Moreno, calvo e tatuado: o que sabemos sobre a múmia mais velha do mundo, descoberta nos Alpes italianos há 35 anos

CNN Brasil ·
Moreno, calvo e tatuado: o que sabemos sobre a múmia mais velha do mundo, descoberta nos Alpes italianos há 35 anos

Em 19 de setembro de 1991, um casal de turistas alemães estava se aventurando por uma trilha nos Alpes tiroleses, mais de 3 mil metros acima do nível do mar.

De repente, encontraram uma silhueta parcialmente enterrada no solo congelado: era um cadáver humano, talvez de outro alpinista morto em um acidente durante o percurso.

Erika e Helmut Simon não faziam ideia de que estavam diante da maior descoberta arqueológica do século XX.

Era a múmia humana mais antiga da história, que daria informações inéditas sobre a vida no período neolítico, 5 mil anos atrás.

Leia Mais O último elefante apaixonado: conheça a história de Sandro que vive solitário desde que sua companheira partiu El Museo Del Gato: Cidade do México inaugura primeiro museu com experiências imersivas e sensoriais dedicado aos felinos Pastor vive a 4 mil metros de altitude e, aos 71 anos, cuida de rebanho, dorme em cama de palha e vive com a família em casa de barro Ötzi, o Homem de Gelo A múmia estava enterrada de bruços no gelo, com o tronco e cabeça para fora e rosto escondido.

As condições climáticas nos Alpes, com umidade e frio extremos, permitiram que o cadáver fosse bem preservado por 5.300 anos após sua morte.

Hoje, ele está exposto em uma câmara fria no Museu de Arqueologia de Tirol do Sul, em Bolzano, na Itália.

Nas três décadas desde a descoberta, foi estudado intensamente para reconstruir sua aparência, estilo de vida e até descobrir a causa mortis.

Uma vida difícil Ötzi era um homem de meia-idade (cerca de 46 anos), calvo, magro, com 1,57 metros de altura.

Tinha olhos e cabelos castanhos com pele escura, típica das etnias mediterrâneas.

Ele era calvo, e tinha dezenas de tatuagens pequenas pelo corpo que cientistas especulam tratar-se de terapias antigas contra a dor, similares à acupuntura.

Seu corpo demonstra algumas das mazelas que acometiam os humanos que viviam no Neolítico.

Ele tinha cáries e parasitas no intestino e quebrou várias partes do corpo ao longo da vida, do nariz às costelas.

Antes de morrer, havia passado fome.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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