Terceiro dia de pente-fino chega à Supermáxima e reforça cerco a facções
A Operação Nêmesis chegou ao terceiro dia nesta quinta-feira (3) com um pente-fino na Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira 1, em Campo Grande, conhecida como “Supermáxima”.
A unidade concentra presos de alta periculosidade, incluindo custodiados que integram ou possuem ligação com a cúpula de organizações criminosas.
A ação é conduzida pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, com participação de agentes da própria Gameleira 1, do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e da FPN (Força Penal Nacional), coordenada pela Polícia Penal Federal.
Nesta quinta-feira, as equipes realizam revistas gerais, procedimentos de segurança e fiscalização voltados a impedir irregularidades e articulações do crime organizado dentro da unidade.
O objetivo é ampliar o controle do presídio e evitar que o ambiente prisional seja utilizado para manter atividades ilícitas.
A Operação Nêmesis começou na terça-feira, no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, após vídeos mostrarem presos comemorando os 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro da unidade.
Nas imagens, internos aparecem aglomerados e fazendo uso de cocaína durante a celebração.
Um dos presos que grava o vídeo cita expressamente o aniversário da facção e afirma que a Máxima seria a “maior sede do PCC” em Mato Grosso do Sul.
A manifestação coletiva de apoio ou alusão a organização criminosa pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal.
Os internos identificados estão sendo submetidos a PADIC (Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno), com análise individual das condutas.
As apurações também levaram à determinação de transferências de presos envolvidos nas irregularidades para unidades de maior segurança.
Por questões operacionais, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) não informou o número de custodiados transferidos, os nomes nem os destinos.
Na quarta-feira, segundo dia da operação, o pente-fino foi mantido na Máxima, com identificação dos presos envolvidos na comemoração, revistas e cumprimento das transferências determinadas após as apurações.
A investigação também apontou que materiais ilícitos encontrados no sistema prisional têm entrado, em parte, por meio de drones.
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