Decisão unânime do Fed para subir juros é uma surpresa, avalia economista
O banco central dos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve), elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual.
A decisão, tomada por unanimidade pelos membros do colegiado, surpreendeu o mercado financeiro, que esperava ao menos um voto contrário à alta.
Em entrevista ao CNN Money , a economista Andressa Durão avaliou que a ausência de dissenso foi o principal elemento inesperado da decisão.
Segundo ela, o resultado do CPI, índice de preços ao consumidor dos EUA, divulgado na semana anterior, foi determinante para o desfecho.
“De fato, foi uma surpresa em relação a não ter nenhum dissenso.
O mercado esperava que tivesse pelo menos um dissenso”, afirmou.
“Como ele veio forte, com uma projeção acima do esperado, mostrando uma inflação ainda pressionada, não teve jeito”, acrescentou.
Leia Mais Fed projeta ao menos uma nova alta dos juros neste ano "Não sou uma newsletter de Wall Street": Warsh evita debate sobre Trump Fed sobe juros nos EUA pela 1ª vez em 3 anos em meio à pressão da guerra Projeções do Fed surpreendem pelo lado mais restritivo Além da unanimidade na decisão, as projeções divulgadas pelo Fed também vieram acima das expectativas.
O chamado Dot Plot, gráfico que reúne as projeções dos dirigentes para a trajetória dos juros, apontou para uma política monetária mais restritiva do que o mercado esperava.
“O mercado esperava que o Fed subisse o juro, mas não com projeções tão altas como vieram”, explicou Durão.
As projeções indicam uma economia ainda forte, mercado de trabalho resiliente e inflação elevada, fatores que sustentam a perspectiva de juros mais altos por mais tempo.
A maioria dos dirigentes do Fed ainda prevê pelo menos mais uma alta de juros até o fim do ano, movimento que o mercado espera que ocorra na reunião de dezembro.
Para o próximo ano, porém, o Fed não sinalizou cortes.
“A informação mais restritiva desse Dot Plot é que a maioria espera que o Fed suba mais uma vez este ano e não espera nada para o ano que vem”, destacou a economista.
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