Márcio Poncio: entenda investigação contra pastor alvo de nova operação
O pastor Márcio Poncio , preso em julho durante uma operação contra crime organizado, voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (29).
Ele é alvo de mandado de busca na nona fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.
Além de Poncio, a PF também cumpre mandados de busca contra Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho.
Conforme apurado pela CNN Brasil , Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor.
As buscas incluem salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas pela investigação como estruturas operacionais e administrativas do grupo, e um imóvel residencial vinculado a Loyola.
Segundo as apurações, a organização criminosa teria construído uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.
A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.
Leia Mais Márcio Poncio é preso em operação da PF sobre ligação do CV com políticos Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Márcio Poncio Preso em operação contra o crime organizado Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne , que investiga várias frentes da ligação entre autoridades e o crime organizado no Rio de Janeiro.
Na mesma operação, também já foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.
De acordo com a PF, os elementos reunidos ao longo das diligências indicaram possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes de facções criminosas .
Além disso, os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema nos Poderes Executivo e Legislativo do estado .
Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos e registros que associariam autoridades a criminosos, incluindo informações sobre supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.
A análise do material apreendido, especialmente dos dados extraídos de um celular, contribuiu para identificar novos endereços, empresas e bens investigados na atual fase da operação.
Prisão convertida em domiciliar humanitária Poucos dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária a Márcio José Matos Poncio de Souza .
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