Mulher é denunciada por cobrança e coação em ocupação em Pituaçu
"Ela disse que todo mundo ia conseguir sua casa e que, se a gente ocupasse um prédio abandonado, seria mais rápido para conseguir.
Depois que todo mundo entrou, se arriscou com a polícia e tudo, ela passou a cobrar R$ 100 de cada um.
Quem não paga, é expulso".Este é o relato de uma dona de casa, de 50 anos, ex-moradora da ocupação residencial localizada no Infinity Ecologic Residence, prédio ainda em construção na Rua Marquês de Queluz, no bairro de Pituaçu, em Salvador.Ela diz ter sido uma das pessoas expulsas de uma das unidades do edifício após discordar da forma como o trabalho vem sendo conduzido e por se recusar a pagar uma contribuição mensal.
A mulher, que preferiu não se identificar, apontou Alessandra Rosa dos Santos, uma das lideranças do movimento Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), como responsável pelas cobranças e coações.
Ainda segundo ela, Alessandra age em parceria com um homem conhecido como Fidel.
“Entraram umas 100 pessoas [no Infinity Ecologic Residence].
Hoje, se tiver umas 20 morando lá, é muito.
Ela foi tirando as pessoas que não puderam pagar os R$ 100.
Agora, ela está vendendo o espaço, praticamente.
Quem dá R$ 100 para ela, fica morando lá.
É como se fosse um aluguel”, reafirmou a mulher.
Atualmente, segundo os ex-ocupantes, cerca de 20 pessoas ocupam o prédio - Foto: Arquivo pessoal O prédio foi ocupado no dia 27 de dezembro de 2025 e, conforme dados apresentados no Embargo do Terceiro Cível, ação foi ajuizada pela própria Alessandra, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA), em 20 de março deste ano.
À época, cerca de 92 famílias ocuparam o espaço coletivo.A dona de casa contou ainda que foi morar no local com a família porque, atualmente, vive em situação de risco.
"Ela [Alessandra] disse que a associação poderia ajudar a resolver essa situação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.