STF e TSE atrapalharam a eleição, diz especialista em direito eleitoral
O advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atrapalharam a eleição presidencial de 2026, marcada pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao programa VEJA em Foco , apresentado por Livia Raick, Rollo criticou a politização dos tribunais e a sucessão de decisões conflitantes durante a campanha, especialmente na reta final da disputa.
Na avaliação do especialista, as cortes, que deveriam contribuir para a estabilidade do processo eleitoral, acabaram ampliando as tensões em um cenário de forte polarização. (este texto é um resumo do vídeo acima) Como a atuação do STF e do TSE afetou a eleição? Para Alberto Rollo, o principal problema foi a incapacidade das cortes de reduzir os conflitos entre as candidaturas e assegurar um ambiente de equilíbrio durante a disputa.
O especialista avaliou que a politização interna do STF acabou se refletindo no TSE , comprometendo, em sua visão, o papel institucional dos tribunais.
O advogado também destacou a existência de decisões conflitantes ao longo dos últimos meses e semanas de campanha.
Como exemplo, mencionou um episódio em que um ministro concedeu uma liminar favorável à continuidade do canal ‘Exército do Lula’ de André Janones , e determinou que nenhum outro integrante da corte poderia decidir em sentido contrário.
Para Rollo, situações desse tipo evidenciam divergências internas que acabaram interferindo no ambiente eleitoral.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que a prorrogação da votação provocou controvérsia? Um dos episódios que concentraram as críticas foi a decisão de estender o horário de votação do segundo turno até as 19 horas.
A medida foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF , após pedidos relacionados a dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país.
A campanha de Lula havia apontado problemas no transporte coletivo, enquanto a de Flávio Bolsonaro mencionou transtornos provocados pelas chuvas e por interrupções no fornecimento de energia.
A decisão ocorreu quando parte das seções eleitorais já havia encerrado a votação, provocando questionamentos sobre sua aplicação.
Rollo classificou as decisões da reta final como atrapalhadas e considerou que elas contribuíram para aumentar a instabilidade do processo.
Continua após a publicidade Quais são as consequências para a Justiça Eleitoral? Na avaliação de Alberto Rollo, os conflitos entre os tribunais foram particularmente prejudiciais porque ocorreram em uma eleição já marcada por intensa judicialização.
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